segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Valeeeeeeeeeeeu!!!!!!!!!

Aos que acabaram de chegar, aos que já são de casa, aos que ao longo do ano acompanharam os passos do Sacundin, a todos aqueles que deixaram palavras de carinho e apoio, aos críticos ferozes, rsrsrs, aos amigos que o Sacundin me presenteou e aos que simplesmente passaram, ou seja, a todos que ao longo de 2008 acessaram o SacundinBenBlog desejo pra 2009 toda a felicidade do mundo, muuuuuuita saúde e paz, que pra mim são os principais (tendo isso as demais coisas se conquistam com muito mais facilidade). Além disso, desejo...


Que seja um ano repleto de Sacundin!!!

Meu muitíssimo Obrigado a todos por, de certa forma, me permitirem fazer parte de suas vidas, me sinto lisonjeado por tamanha demonstração de carinho, valeu mesmo! E que venha 2009! rsrs


Marcel Cruz

Sacundinbenblog: Em 2009 com muito mais Sacundin!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Gilberto Gil - Gilberto Gil

1969 foi de fato o ano da psicodelia! Gil, Caetano, Gal e Os Mutantes não deixariam de contribuir para engrossar o caldo. O tropicalismo em si já tinha uma verve de psicodelia, para aderir de fato era só um passo, e, meus caros, nesse álbum sobrou maestria.

Na verdade o teor de psicodelia impresso nesse álbum, deve-se em grande parte a Rogério Duprat, pois Gil, que saía do país para o exílio, teve conhecimento somente das bases de voz e violão que entregara a Duprat antes da partida. Arranjos e direção musical sob a batuta de Duprat com uma mãozinha de Chiquinho de Moraes. Melhor impossível!

Duprat requisitou um time de primeiríssima grandeza. Lanny Gordin ficou responsável pelas guitarras, Wilson Das Neves pela Batera, Chiquinho de Moraes piano, órgão e arranjos de metais e no baixo Sergio Barroso. O álbum ainda conta com uma faixa declamada onde Gil divide o vocal com o poeta e Designer Gráfico Rogério Duarte (criador da capa) ,e é sem dúvida o ponto alto da discografia "Gilbertiana".

O repertório do álbum é formado por "apenas" 9 faixas. É desse disco a clássica "Aquele Abraço", única faixa realmente conhecida do volume. As demais faixas caíram num anonimato profundo, com exceção de "Cérebro Eletrônico", regravada por Marisa Monte no seu "Barulhinho Bom", lançado em 1996 e, "2001", que por ser dos Mutantes é mais conhecida. Bom, nos restam aí mais 6 jóias raras.

O Lado A abre com a já citada "Cérebro Eletrônico", a primeira desconhecida é a excelente "Volks-Volkswagen Blue", que Gil regravaria numa versão em inglês dois anos depois em seu primeiro álbum gringo, depois vem "Aquele Abraço". Em seguida temos "17 léguas e meia", composição gravada originalmente por Luiz Gonzaga, numa versão que é um misto de Funk e Baião, costurado pelos geniais riffs de Lanny Gordin e, fechando o lado A, temos "A Voz Do Vivo", composição de Caetano Veloso, que no ano anterior tinha feito "A Voz Do Morto", aqui outra vez Lanny Gordin rouba a cena.

O Lado B abre com "Vitrines", uma das mais genias composições de Gil, sem falar que a concepção de Duprat pro arranjo foi/é espetacular, sou fanático por essa. A seguinte é " 2001", composição de Tom Zé e Rita Lee, que aqui ganha uma roupagem bem peculiar e nem sequer faz lembrar a versão dos Mutantes, e olha que quem arranjou a dos Mutantes também foi Duprat. Outras duas fecham o volume, a incrível e lisérgica "Futurível" e a ultra-lisérgica "Objeto Semi-Identificado". Lembram que na postagem do "Sgt. Pepers" eu acrescentei uma faixa do "White Album" (Revolution 9) e comentei que ela influenciou o tropicalismo, e que isso apareceria neste álbum? Pois bem, o reflexo de "Revolution 9" é "Objeto Semi-Identificado". MegaUltraPowerExcelente! Composição de Gil, Rogério Duarte e Duprat. Rogério Duprat foi pro além genial nessa.

Como bônus acrescentei mais 3 faixas que não constam na versão original. São elas: "Omã Iaô", lançada como lado B do compacto de "Aquele Abraço" no mesmo ano. Na sequência coloquei uma outra versão de "Aquele Abraço" que tem quase 2 minutos a mais de improviso de Gil no final, e pra fechar o pacote incluí uma faixa que na verdade deveria ter ido no disco anterior dele, "Queremos Guerra", composição de Jorge Ben, que Gil gravou acompanhado por Jorge e Caetano para um álbum de festival em 1968.

Sacundin é o que não falta nesse disco EX-CE-LEN-TE!!! É isso aí!

"...Eu gosto mesmo é de comer com coentro, uma moqueca, uma salada, cultura, feijoada, Eu gosto mesmo é de ficar por dentro, como estive na barriga de Claudina, uma velha baiana cem por cento..."



Para Baixar e Sair Sacundindo: Gilberto Gil - 1969 - Gilberto Gil



Postado Por Marcel Cruz

domingo, 21 de dezembro de 2008

Beat Boys - Beat Boys

Os Beat Boys, apesar da efêmera existência, carrega consigo o troféu de ter sido a primeira banda declaradamente rock'n'roll a se infiltrar nos meios da até então "pura" música popular brasileira. O fato aconteceu através de Caetano Veloso que com sua "Alegria, Alegria", feria os ouvidos mais puristas e punha em êxtase os afoitos por novidade.

Caetano teve o mérito de proporcionar uma fusão de públicos distintos, a partir dali um muro de pré-conceitos começava a ser demolido. Um festival de música brasileira em que um dos maiores destaques acabou sendo uma canção onde predominavam os riffs de guitarra, e além disso, a banda responsável por tamanho "despautério" era formada em sua maioria por argentinos, rsrsrs.

A participação dos Beat Boys no tropicalismo não se resume apenas a "Alegria, Alegria". Foram eles que acompanharam Gal Costa na defesa de "Divino Maravlhoso", terceiro lugar no festival de 68, e Gil na desclassificada e polêmica "Por Uma Questão de Ordem".

Os Beat Boys surgiram em meados da década de 60 junto com o movimento do Iê-Iê-Iê, mas o destaque e "fama" ocorreu mesmo no tropicalismo. Esse álbum é o único que gravaram, além disso temos apenas, a participação deles em dois álbuns do Ronnie Von (o que esta postado ali embaixo e o de 1969), um compacto (que inclui no arquivo como faixa Bônus) e, é claro, as participações citadas acima. O repertório, além de alguns temas originais, é composto por versões de músicas dos Beatles, Lemon Pipers, e também por uma adaptação da "Aria para a 4ª Corda", de J. S. Bach.

Infelizmente não tenho a ficha técnica do álbum, não sei com certeza de quem são os arranjos, mas deve ser da galerinha conhecida: Cozzela, Sandino, Medaglia ou até mesmo Duprat, apesar de não ter muito a cara de Duprat. "Torta De Morangos" passa perto, mas acho que deve ser Cozzela mesmo, aliás, essa é a mais genial do disco, só ela já vale o download. Dos integrantes apenas um é "conhecido": Tony Osanah, nos links abaixo tem mais detalhes.

Outras faixas que merecem destaque: "Era Uma Vez Uma Menina", "Abre, Sou Eu", "Abrigo De Palavras Em Caixas Do Céu", excelente! A instrumental "Pobre Coração", parece que saiu da trilha do "Era Uma Vez No Oeste", de Sergio Leone, rsrs muito boa. Tem algumas bem ruinzinhas, mas no geral passa e passa bem! É isso aí.

Ah! O álbum foi lançado em maio de 1968 pela RCA Victor, ou seja, mais uma lacuna preenchida! Divirtam-se! Fui!



Para Baixar e Sair Sacundindo: Beat Boys - 1968 - Beat Boys


Para Saber Mais: Discografia -
Bio Beat Boys - Bio Tony Osanah



Postado Por Marcel Cruz

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Nara Leão - Nara Leão

Dando uma geral nas postagem de 1968 vi, a tempo, que tinha deixado uma lacuna. Como é que fui esquecer de Nara Leão? A musa da Bossa Nova foi uma das poucas que deu apoio total pra turminha tropicalista e não só apoiou como participou ativamente do movimento. Nara assistiu de camarote, junto com Caetano e companhia, a passeata contra as guitarras, que tinha entre outros artistas Elis Regina defensora fervorosa da "MPB pura", mas que incluiria o "instrumentinho" em quase todos seus álbuns a partir de 69. E pasmem vocês, mas Gilberto Gil também estava na passeata! Irônico isso não? rsrsrs. Na verdade a participação de Gil na passeata foi a contra gosto, reza a lenda que ele só participou por gratidão a Elis Regina que deu maior força pro seu início de carreira. Vai saber? Eu ainda acho que foi pura tiração de onda, rsrs. Genial!!!

Esse álbum, apesar de apenas flertar, é considereado como o disco tropicalista de Nara. Foi todo arranjado por Rogério Duprat e teve lançamento simultâneo com o "Tropicália ou Panis et Circeses", ambos em Agosto de 1968. O repertório é bem interessante, mais voltado pra velha guarda. Da moçada que surgia tem apenas 4 composições. Duas delas de Caetano e Torquato Neto ("Mamãe Coragem" e "Deus Vos Salve Esta Casa Santa"), uma de Caetano e Gil ("Lindonéia") e uma de Chico Buarque e Cecília Meireles ("Tema De "Os Inconfidentes" com a participação do MPB4).

A edição em CD conta com duas faixas bônus que pelo que entendi foram lançadas em compacto no mesmo ano, são elas: "Festa", composição singelíssima de Dori Caymmi e Nelson Mota e "Linha 12" de Juarez De Souza e Antonio Mota que lembra muito Sidney Miller, nessa, Nara divide os vocais com o desconhecido Jorge Neri.

Destaque para a já conhecida "Lindonéia" de Caetano e Gil, "Quem é?", de Custódio Mesquita e Juracy Camargo que no arranjo Duprat faz uma citação de "Amélia", de Ataulfo Alves, "Anoiteceu", de Francis Hime e Vinícius De Moraes, "Infelizmente", de Lamartine Babo e Ary Pavão, "Deus Vos Salve Esta Casa Santa" de Caetano Veloso e Torquato Neto e para todas as demais, rsrsrs.

Esse é um dos álbuns que mais gosto de Nara, da pra ouví-lo horas a fio sem a menor vontade de trocar, os arranjos de Duprat são geniais!

É isso aí lacuna preenchida!



Pra Baixar e Sair Sacundindo: Nara Leão - 1968 - Nara Leão


Para Assistir e Sair Sacundindo: Lindonéia - Festa - Ensaio


Postado Por Marcel Cruz

sábado, 13 de dezembro de 2008

Gal Costa - Gal Costa

Dando o ponta pé inicial nas postagens referentes ao ano de 1969, ano considerado como de encerramento do tropicalismo devido a vários fatores, tendo como o principal a detenção e o exílio de Caetano e Gil, trago o primeiro álbum solo da musa tropicalista: Gal Costa (gastei algumas agulhas ouvindo isso, rsrs).

O álbum foi totalmente produzido em 1968, mas teve lançamento adiado, fato que nos ajuda a compreender o porquê de Gal ter dois álbuns lançados num mesmo ano. Como não poderia deixar de ser, os arranjos são assinados por Rogério Duprat e quatro faixas contam com as participações de Gil ("Sebastiana" e "Namorinho De Portão") e de Caetano ("Que Pena" e "Baby"). Além das figurinhas carimbadas, temos o debute tropicalista de um dos guitarristas mais geniais que tivemos/temos na música brasileira: Lanny Gordin.

O repertório do álbum conta com composições de Gil & Caetano ("Não Identificado", "Lost In The Paradise", "Saudosismo", "Divino, Maravilhoso", "Baby" e "A Coisa Mais Linda Que Existe"), Tom Zé ("Namorinho De Portão") e Jorge Ben ("Que Pena" e "Deus é o Amor"). A novidade fica por conta da inclusão de duas músicas da dupla "Iê-iê-Iê", Roberto e Erasmo Carlos ("Se Você Pensa" e "Vou Recomeçar"), e uma de Rosil Cavalcante ("Sebastiana", gravada originalmente por Jackson Do Pandeiro).

Com "Divino, Maravilhoso", Gal conquistou o terceiro lugar no Festival de 1968, nos links abaixo vocês encontrarão informações mais detalhadas.

É isso aí!!!

"... Não sei porquê razão eu sofro tanto em minha vida, a minha alegria é uma coisa tão fingida, a felicidade já é coisa esquecida... Mas agora vou recomeçar..."



Para Baixar e Sair Sacundindo: Gal Costa - 1969 - Gal Costa


Para Saber Mais: Gal Costa Homepage - Texto Excelente Sobre o Álbum


Para Ver e Sair Sacundindo: Divino, Maravilhoso 1 - Divino, Maravilhoso 2 (Com Gal Maravilhosamente linda rsrs)


Postado Por Marcel Cruz

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Ronnie Von - Ronnie Von

Pra fechar as postagens referentes ao ano de 1968, trago um nome que para muitos é um bocado inusitado, pra quem não tá botando fé vou afirmar, é ele mesmo, esse que vocês tão pensando, o "Pequeno Príncipe da Jovem Guarda: Ronnie Von".

Ronnie Von tentou se inserir no âmbito tropicalista mas depois migrou e foi parar no psicodelismo retornando pro breguismo crônico (que é o mais conhecido da sua discografia). Na verdade eu deveria ter colocado esse álbum no começo das postagens tropicalistas, já que foi lançado em 1967 e, vejam vocês, conta com arranjos de Rogério Duprat, participação dos Mutantes em 7 das faixas, Beat Boys e, de quebra, Caetano Veloso divide os vocais em "Pra Chatear". Em seus três álbuns seguintes, Ronnie Von tentou levar em frente essa estética, mas no volume de 1968, apesar de encontrarmos umas pitadas tropicalistas, Ronnie se distancia e migra de fato prum psicodelismo que estava em fase embrionária. Esses já não me agradam muito, o de 68 ainda é uma incógnita: "gósto ou desgósto?" rsrs. Uma coisa é fato, só pelos arranjos de Damiano Cozzela já vale ouví-lo.

Nesse álbum de 1967 tem coisas muito boas, a maioria versões de música gringa, uma ou outra que são temas originais, e coisas que nem Duprat conseguiu salvar. O limite pro bregão/piegas tá por um fio e em alguns momentos, como em "Vamos Falar De Você", ou ainda "Uma Duzia De Rosas" e "Jardim De Infância", arrebenta geral, não tem fio que aguente isso! rsrsrs.

De duas uma: Ou vocês irão gostar bastante e até achar graça de algumas coisas, ou vão abominar de fato, rsrsrs. É baixar pra ver!



Para Baixar e Sair Sacundindo: Ronnie Von - 1967 - Ronnie Von Nº3


Para Saber Mais: Senhor F - Outra Matéria Sobre



Postado Por Marcel Cruz

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Tom Zé - Tom Zé

Quem também entrou em cena em 1968, e pela porta da frente, vindo direto de Irará/Salvador foi outro baianinho arretado! Antonio José Santana Martins, que logo ficaria conhecido como Tom Zé.

Tom Zé foi vencedor do IV Festival De Música Popular Brasileira Da Record, que rolou entre Novembro e Dezembro daquele ano, com a música "São, São Paulo". Em Dezembro, aproveitando o embalo, lançou seu primeiro álbum pelo selo Rozemblit, antes disso tinha gravado apenas um compacto em 1965 pela RCA Victor.

Todo arranjado pelos maestros do grupo Música Nova Damiano Cozzela e Sandino Hohagen, o disco é uma loucura das boas, uma viagem, tudo muito bem encaixado e extremamente bem concebido. As letras são espetaculares, cheias de um humor ácido, que nos faz rir mais de nervoso do que por ser engraçada, muuuuuito bom!!! Meu destaque vai para: "Curso Intensivo De Boas Maneiras", veja essa letra:

"...Primeira lição deixar de ser pobre porque é muito feio..." Genial! rsrsrsrs

"Glória", uma espécie de tratado sobre a honra, "Profissão Ladrão", dona de uma letra que deve ter deixado muito neguinho incomodado. "Sem Entrada e Sem Mais Nada", atualíssima e muito engraçada, fechando o volume temos a excelente "Sabor de Burrice", nela encontramos versos que seriam reutilizados em "2001", música que ele compôs no ano seguinte com Os Mutantes, o refrão é impagável:

"... veja que beleza, em diversas cores, veja que beleza, em vários sabores, a burrice está na mesa..." quer coisa mais atual do que isso?

Como bônus acrescentei mais 4 faixas, duas fazem parte daquele compacto lançado em 1965 que comentei ainda a pouco, são elas: "São Benedito" e "Maria Do Colégio Da Bahia", em ambas Tom Zé canta acompanhado apenas de seu violão. As outras duas são versões de uma mesma música: "São, São Paulo".

A primeira versão que temos começa meio melosa, mas em seguida cai numa mistura de Funk com inserções de Baião e Samba, apesar do final desafinado/desencontrado, achei a mais legal de todas, foi lançada como compacto do álbum e carregava em seu lado B "Curso Intensivo De Boas Maneiras", na mesma versão contida no Lp. Pra fechar os extras mais uma versão de "São, São Paulo", essa lançada em compacto com as demais vencedoras do IV Festival, e com uma roupagem mais contida: piano Rhodes e uma guitarra Jazz nas estrofes, acrescida de coro, bateria e metais em ritmo de marcha-rancho nos refrões, ficou muito boa, mas ainda fico com a outra, rsrs.

Hoje em dia os lançamentos de Tom Zé já não me fazem tanto a cabeça, me dão uma impressão de repetitividade que é de trincar os ovinhos. É sempre uma auto-citação, ele fazendo referência a ele mesmo, pode ser que nem todos achem isso, tem coisas legais, é claro, mas no geral me chapam muito rápido, cansam... se você ouvir os primeiros discos (que são ducaralho!!!!!), e os últimos, irá compreender... ou talvez não, rsrs.


Para Baixar e Sair Sacundindo: Tom Zé - 1968 - Tom Zé


Para Saber Mais: Tom Zé Homepage


Para Ver E Sair Sacundindo: São, São Paulo: Festival Da Record - São, São Paulo: Programa TV


Postado Por Marcel Cruz

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Caetano Veloso & Os Mutantes - Sacundinbenblog Apresenta

Em Outubro de 1968, no calor do momento, onde tudo estava em estado de ebulição, Caetano Veloso e Os Mutantes (mais Gil e Gal & Cia) iniciaram uma temporada de shows na Boate Sucata,  as apresentações eram praticamente happenings, nem Deus sabia o que poderia acontecer, cada dia uma coisa nova se dava (ver texto linkado abaixo). Para nossa imensa alegria,  momentos dessas apresentações foram gravadas e lançadas num EP com quatro faixas excelentes, são elas: "Baby", que tem a participação de Gil na introdução, "Saudosismo", um puta tributo pra Bossa Nova que ganharia uma versão de Gal Costa no ano seguinte, "A Voz Do Morto", encomendada por Araci De Almeida (ver link abaixo), e, fechando o EP, a genial "Marcianita", dos italianos José Imperatore Marcone e Alvarino Villota Alderete, que pelo que pesquisei só fizeram essa música na vida, não encontrei absolutamente mais nada que leve essa assinatura, a versão em português é de Fernando Cesar.

Um pouco antes, ainda em 68 (15 de Setembro), ocorreu a polêmica apresentação de Caetano e Os Mutantes no III FIC (Festival Internacional Da Canção), em "defesa" de "É proibido proibir", que graças a Deus também foi registrado; digo Deus porque segundo palavras proferidas por Caetano no festival:  "Deus Está Solto!!!", então creio que foi graças a ele mesmo, rsrsrs. O compacto lançado pela Philips tinha de uma lado a versão em estúdio de "É Proibido Proibir" e do outro a gravação ao vivo que levou o nome de "Ambiente De Festival". Como eu gostaria de ter vivenciado aquele momento! Tanta loucura junta e eu só fui nascer 13 anos depois! 

Aproveitando que ia ser uma compilação só de Caetano e Os Mutantes acrescentei ao volume a faixa "Eles", que faz parte do segundo Lp de Caetano (postado ali em baixo) e tem a participação trio.

Acho que é isso. Ah! A capa é mais um "empreendimento" da M&M Design Gráfico, que modéstia a parte ficou muito foda! rsrsrs. Espero que gostem...


"...mas o tiro saiu pela culatra, porque a beleza desta música é a face visível da lua, o mistério das mascaras de chumbo, há muita criptonita no ar, verde e vermelha também... mas Deus está solto!!!..."

   




Postado Por Marcel Cruz

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Os Mutantes - Os Mutantes

Depois de um longo e tenebroso inverno, eis-me aqui novamente. Mais uma vez peço desculpas pela minha ausência, mas como vocês notaram foi por motivo de força maior, tenho que dar conta somente de uma final pra semana que vem e to safo! rsrs.

Dando continuidade a saga tropicalista do Sacundinbenblog, trago o álbum de estréia de um dos grupos/bandas mais criativos e geniais já formados por aqui. Os Mutantes foram descobertos pelo mestre maior Rogério Duprat que foi o responsável pela inserção do grupo na turma tropicalista. Gilberto Gil simpatizou logo de cara e sem titubear resolveu convidá-los como banda de apoio em seu segundo álbum (postagem anterior), depois veio Caetano, Ronnie Von e mais uma galera querendo uma palhinha deles em seus álbuns.

A primeira vez que ouvi Mutantes, confesso que me causou estranhamento, não foi esse álbum aqui, porém, passada primeira impressão virou febre, é claro que nem toda a obra que leva a assinatura "Mutantes" me agrada, somente os 5 primeiros álbuns me apetecem, os demais não conseguiram me chapar, tenho eles por... sei lá porque os tenho rsrsrs.

Nesse primeiro volume temos um rosário de jóias musicais (que terminho brega que arranjei, não? rsrs), são 11 faixas das quais 5 levam a assinatura dos Mutantes, as demais são releituras, excelentes diga-se de passagem.

Vamos ao conteúdo então:

O Lado A do disco abre com a excelente "Panis Et Circences", música de Caetano e Gil, que aqui ganha uma introdução com a vinheta de abertura do Reporter Esso:"Testemunha Ocular Da História", importante jornal radiofônico que durou 27 anos e encerrou suas transmissões exatamente em 1968. Em seguida temos "A Minha Menina", composição de Jorge Ben que, com seu violão inconfundível, participou da gravação, essa faixa teve o início sampleado por Chico Science que a utilizou na introdução de "Macô", faixa do visceral "Afrociberdelia". A primeira canção que aparece assinada por eles é a singela "O Relógio", depois temos uma releitura de "Adeus Maria Fulô", composição dos nordestinos Sivuca e Humberto Teixeira, importante parceiro de Luiz Gonzaga. Pra fechar o Lado A temos mais duas composições, a conhecida "Baby", de Caetano Veloso e a engraçadíssima e genial "Senhor F", uma das que mais gosto.

Abrindo o Lado B, temos a regravação de "BatMacumba", de Gil e Caetano, seguindo mais uma releitura: "Le Premier Bonheur Du Jour", dos franceses Jean Renard e Frank Gerald, gravada originalmente em 1963 pela cantora Françoise Hardy acompanhada por Marcel Hendrix Et Son Oschestre. Na sequência a única parceria de Caetano com Os Mutantes: "Trem Fantasma", muuuito foda. Fechando o volume temos "Tempo No Tempo", versão dos Mutantes para "Once Was A Time I Thought", de J.Philips um do mentores do "Mamas & The Papas" e a instrumental/experimental "Ave Gengis Khan".
Bônus! Eeeeeba!!! rsrs É claro que não poderiam faltar. Acrescentei ao arquivo como faixa bônus duas faixas "pré-mutânticas", são faixas gravadas em 1966 pelo grupo "O'Seis", primeiro registro fonográfico em que se tem notícia do trio, são elas: "O Suicida", que a melodia lembra um pouco o "É proibido Fumar" de Roberto e Erasmo Carlos, nessa rola uma citaçãozinha da marcha fúnebre de Frédéric Chopin que da um sabor a mais na comicidade da letra e "Apocalipse", uma baladinha nos moldes de Celly Campelo, que divaga sobre o fim do mundo, engraçadinha, rsrs.

Acho que é isso...
"... Dê um chute no patrão..."

Para Baixar e Sair Sacundindo: Os Mutantes - 1968 - Os Mutantes


Para Saber Mais: Bio Mutantes - Homepage 1 - Homepage 2



Postado Por Marcel Cruz

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Passando a marca dos 100.000!!!

Vim dar uma olhadinha rápida e não pude deixar de comentar que: Ontem dia 16 de Novembro de 2008, (ou hoje de madrugadinha), passamos a marca dos 100.000 acessos iuhuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!!
Mais uma vez obrigado e desculpem a ausência, acho que semana que vem to de volta!!!

Abraços!!!

"Sacundinbenblog: ...Um Blog Pra Quem Tem Sacundin!!!

Marcel Cruz

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Pausa II


Meus queridos me perdoem a ausência, mas a coisa ta pegando aqui, semana de provas, final de semestre na facul sabe como é né? Vou ter que dar uma pausinha de novo. Logo logo estarei de volta, no mais tardar daqui umas duas semanas... espero. Não me abandonem!!! rsrsrsrsrsrs

Abração gente!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Gilberto Gil & Os Mutantes - Gilberto Gil

Lançado em Maio de 1968 essa é uma das obras mais geniais já concebida na extensa carreira de Gil, todo arranjado pelo mago Rogério Duprat, e ainda de quebra temos a participação dos Mutantes em todas as faixas. O que me dizem disso? rsrs.

Tanto na parte gráfica, quanto no conteúdo musical, notam-se os ecos de 'Sgt. Pepers'. Gil foi o que mais sofreu influência do quarteto britânico, fato bem fácil de notar na sua obra, principalmente nesse álbum. O álbum em si é composto por 10 faixas únicas e cheias de peculiaridades.

O volume abre com "Frevo Rasgado", parceria de Gil e Bruno Ferreira, seguida da excelente "Coragem Pra Suportar" e "Domingou", essa em parceria com Torquato Neto, é sem dúvida a mais "Beatle" do álbum, os vocais e o clima da canção são totalmente Beatles. Pra completar o Lado A do Lp temos mais duas composições excelentes: "Marginália II", mais uma parceria de Gil com Torquato Neto, que parodia Gonçalves Dias e sua Canção do Exílio, o arranjo de metais é fuderosíssimo, Duprat em altíssima forma. Fechando o Lado A temos o iê-iê-iê "Pega a Voga Cabeludo", que em certa altura parodia o tema "Pobre Menina" da Jovem Guarda, tema que já era uma paródia/versão composta e gravada por Leno & Lilian.

O Lado B abre com a incrível "Ele Falava Nisso Todo Dia", o arranjo de cordas lembra um pouco 'Eleanor Rigby', outro destaque nessa música, além da letra é claro, é a viola que acompanha o tema do início ao fim. Não sei se quem toca é Gil ou Sergio Dias, mas seja quem for detonou! Em seguida, temos uma versão pra lá de rockn'roll de "Procissão", que Gil já havia gravado em seu álbum de estréia.

Como a sobremesa sempre vem no finalzinho, Gil fez conforme manda a tradição. As três últimas estão no rol das composições mais bem elaboradas e concebidas da música brasileira: "Luzia Luluza" é... Não consigo encontrar uma classificação condizente, beleza plena, sinceramente não sei o que dizer, pois é muito, mas muito fooooda é a que mais me pega nesse disco, depois temos "Pé Da Roseira" que tem um arranjo bem econômico mas na medida exata, a batera, o baixo, a guita e o violão em ostinato são espetaculares. Fechando o volume temos "Domingo No Parque", foooooooooooooooda!!!

Os Bônus, vamos lá:

Além das oficias temos mais quatro faixas das quais três foram lançadas em compacto e a quarta nunca tinha saído em lugar algum. São elas: "Barca Grande", lançada em Março de 68 como lado B do compacto de "Pega a Voga Cabeludo", depois temos "A Coisa Mais Linda Que Existe", parceria com Torquato Neto - essa era pra fazer parte do álbum, "Tropicália ou Panis Et Circencis" ficou de fora para Nara Leão poder entrar com "Lindonéia", mas foi gravada no ano seguinte por Gal Costa em seu álbum de estréia.

As duas últimas que temos saíram num compacto em outubro de 68: Lado A, "Questão De ordem", que concorreu a eliminatória paulista do FIC (Festival Internacional da Canção) daquele ano, foi desclassificada, quem acompanha Gil na gravação dessa são os Beats Boys. No Lado B temos a divertida: "A Luta Contra a Lata ou A Falencia Do Café", com os Mutantes e um Chacrinha interpretado pelo próprio Gil no começo. Ela acabou ficando prejudicada no mercado pelo insucesso do Lado A.

É isso aí!!!

"...Minha terra tem palmeiras / Onde sopra o vento forte / Da fome, do medo e muito / Principalmente da morte / Olelê, lalá..."


Ah! Tava esquecendo, a capa é assinada por Rogério Duarte.




Para Baixar e Sair Sacundindo: Gilberto Gil & Os Mutantes - 1968 - Gilberto Gil


Para Saber Mais: Gilberto Gil Bio Homepage


Para Assistir Sacundindo: Domingo No Parque



Postado Por Marcel Cruz

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Caetano Veloso - Caetano Veloso

Duprat foi o arranjador mais emblemático do movimento, porém não foi o único! O Tropicalismo se nutriu de outros três nomes que fizeram trabalhos excelentes, como esse que temos aqui.

"Tropicália" como é referenciado, ou simplesmente "Caetano Veloso", é o primeiro álbum solo de Caetano, lançado no finalzinho de 67 (há divergências para essa data, alguns dizem que foi em Janeiro de 68), foi arranjado por Julio Medáglia, Damiano Cozzela e Sandino Hohagen, os três ligados ao movimento vanguardista brasileiro.

Esse é um dos álbuns mais geniais de Caetano, que além dos citados arranjadores, conta também com as participações dos Beat Boys (Banda Argentina que acompanhou Caetano na defesa de "Alegria, Alegria"), de Gal Costa e dos Mutantes. Das 12 faixas contidas no Lp, temos no mínimo três que se tornaram bastante conhecidas e entratam para o rol dos clássicos da música brasileira, são elas: "Tropicália", canção emblema do movimennto, "Alegria, Alegria", defendida no festival de 1967 e "Soy Loco Por Ti América". As demais, as menos conhecidas... são... FE-NO-ME-NAIS!!!

A segunda do álbum, "Clarice", é uma das mais surpreendentes composições que Caetano já fez na vida! A letra é do Capinan, outro gênio tropicalista, sou chapado por ela, arranjo e melodia se complementam perfeitamente nessa breve história. Seguindo temos: "No Dia Em Que Vim-Me Embora", que gosto pouco, depois a excelente "Alegria, Alegria" e mais duas poderosíssimas: "Onde Andarás", parceria de Caetano com o poeta Ferreira Gullar e "Anunciação", de Caetano e Rogério Duarte, importantíssimo artista plástico que fez boa parte das capas dos álbuns tropicalistas, inclusive essa, que aí está, é obra dele.

O Lado B abre com a divertidíssima "SuperBacana", seguida de "Paisagem Útil" flerte / citação, ou sabe-se lá o quê, com a "Inútil Paisagem", de Tom Jobim. A participação de Gal aparece em "Clara", uma das mais legais do volume parceria de Caetano com Perinho Albuquerque, depois temos a já citada "Soy Loco...", de Gil e Capinam, "Ave Maria" e fechando o pacote, "Eles", com a mais do que especial participação dos Mutantes.

Num álbum tão legal como esse, não poderiam faltar as faixas bônus. Tem muita coisa gravada por Caetano em 1968 que por não caberem no limite de 100 megas que temos, optei por deixar apenas 4. Duas saíram em compacto no mesmo ano, "Yés, Nós Temos Bananas", de Braguinha e Alberto Ribeiro e "Ai De Mim Copacabana", de Caetano e Torquato Neto. As outras são: "Cinema Olympia", versão em estúdio, que segundo o que li foi feita como uma espécie de guia, ou coisa do gênero, pra Gal, pois ela gravaria a canção no seu segundo álbum solo no ano seguinte, e uma versão do "Hino Do Esporte Clube Bahia", com a participação de Gil, ambas seriam registradas ao vivo no show de despedida "Barra69".

Ainda em 1968 temos um EP e mais um compacto, ambos com os Mutantes. Esses vou postar ou separado ou como bônus dos Mutantes, ainda não sei, por hora é isso, espero que gostem. Fui!!!


Para Baixar e Sair Sacundindo: Caetano Veloso - 1968 - Caetano Veloso



Para Saber Mais: Caetano Veloso Homepage Bio



Para Assistir Sacundindo: Alegria, Alegria



Postado Por Marcel Cruz

domingo, 19 de outubro de 2008

Rogério Duprat - A Banda Tropicalista Do Duprat

Da mesma forma que é impossível pensar a Bossa Nova sem Tom Jobim, é impossível pensarmos o Tropicalismo sem Rogério Duprat. Sem ele o movimento tropicalista definitivamente não seria o mesmo, não sei nem se seria! rsrsrs. Rogério Duprat foi o arranjador que determinou a estética musical tropicalista.

Duprat foi responsável pelos arranjos de praticamente todos os álbuns que fizeram parte do movimento, poucos os que não tiveram sua contribuição, o primeiro do Caetano e os dois primeiros de Tom Zé estão entre eles.

Lançado em Março de 1968 "A Banda Tropicalista Do Duprat" é o primeiro álbum exclusivamente dele, que até então tinha somente arranjado álbuns alheios, o tom criativamente debochado que o volume contém, basta ouvir "Chega De Saudade" pra entender o que digo, faz o disco ser único, outra coisa que faz o álbum ficar melhor ainda é a participação dos Mutantes em 4 das 12 faixas que o compõem.

Cada canção uma surpresa, uma história recontada de forma muito peculiar, basta ouvir uma única vez e sabe-se quem está contando, facil de dizer com firmeza: "- Isso é Duprat!".

O repertório faz um apanhado geral das influências que dariam as caras no tropicalismo de Beatles a Lamartine Babo passando por Tom Jobim e Hendrix, é mole?

Engraçado que esses dias li uma crítica falando que esse álbum apesar do nome era o menos tropicalista e que não tinha nada a ver com a tropicália, o cara que escreveu isso não entendeu absolutamente nada, rsrsrsrs. Acontece nas melhores famílias... Fui!!!


Para Baixar e Sair Sacundindo: Rogério Duprat - 1968 - A Banda Tropicalista Do Duprat


Para Saber Mais: Biografia - Entrevista


Postado Por Marcel Cruz

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Gil, Gal, Caetano, Nara & Os Mutantes - Tropicália ou Panis Et Circencis

"Um poeta desfolha a bandeira e a manhã tropical se inicia, resplendente, cadente, fagueira, no calor girassol com alegria, na geléia geral brasileira que o jornal do Brasil anuncia..."

1968... No ano que não terminou, um movimento se anuncia e chega com tudo, quebrando paradigmas, criando comportamentos, chocando o conservadorismo vigente e deixando fortes marcas na história musical brasileira, um concentrado de tudo o que havia em medidas esteticamente proporcionais e de admirável beleza.

A bossa nova, o brega, o trágico com um que de comicidade de Vicente Celestino, o rock'n'roll, as guitarras elétricas, o samba, os Beatles, Hendrix, a antropofagia, o cinema marginal de Sganzerla, o cinema novo de Glauber, o concretismo, Mautner, Hélio Oiticica, a pop art e mais inúmeras atitudes revolucionárias, são alguns dos ingredientes que fizeram engrossar essa geléia que teve em Gil, Caetano e Rogério Duprat a sua maior representação. Muitos outros também fizeram parte, mas musicalmente falando o núcleo principal é esse aí.

É o movimento que mais me pega, sou fã de bossa nova, mas a Tropicália me tira realmente do chão, foi paixão instantânea iniciada por uma fagulha incendiária contida nos últimos festivais da década de 60. Queimadura de 10º grau!!! Não larguei mais, os caminhos que se abriram dali pra diante só fizeram com que eu mergulhasse cada vez mais nos domínios tropicalistas.

Vou iniciar as postagens e pretendo fazê-las partindo de 1968 e indo até 1972/1974, vai ser por ano e não por artista.

O dossiê fonográfico tropicalista não poderia começar com outro álbum que não fosse esse: "Tropicália ou Panis et Circencis", lançado em agosto de 1968, é o disco manifesto, nele temos a síntese do que é o movimento tanto musicalmente quanto esteticamente. Cada faixa, uma faceta revelada, uma identidade, um conjunto de extrema coerência, no link abaixo (Dossiê Tropicalista) encontrei textos extraordinários que esmiúçam o assunto e nos dão um panorama excelente do "episódio". Para quem quiser saber mais é indispensável passar por ali, mas faça com tempo porque um link leva a outro e quando você se dá conta já passou mais de hora, (digo por experiência própria, acaba de acontecer comigo, rsrsrsrs). Mas dêem uma lida pelo menos nesse daqui, que passa um pente fino no disco, fantárdigo! rsrs.

Acho que por hora é isso.

"...Êêê bumba iê iê booooi, ano que vem mês que foi, ê bumba iê iê iêêê, é a mesma dança meu booooi..."

sábado, 11 de outubro de 2008

Mais um viva! Êêêêêêêêê!!!!!


Mais de 90.000 acessos! Que venham os 100.000! rsrsrs


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Marcel Cruz

domingo, 5 de outubro de 2008

Jimi Hendrix - Axis: Bold As Love

Eu havia dito que postaria apenas dois álbuns antes de começar com os tropicalistas de fato, porém, vou aproveitar a brecha para trazer outro álbum que também teve grande influência no movimento. Lançado no mesmo ano que "Sgt.Pepers...", "Axis: Bold As Love" também fez estardalhaços e, nas palavras de Gil, "fundiu a cuca" da galera. Vemos ecos de Hendrix nas guitarras do Mutante Sergio Dias e de Lanny Gordin, na minha opinião, o guitarrista mais genial que temos. Além disso, temos a beleza visceral que o álbum carrega, sem sombra de dúvidas é o trabalho mais maduro de Hendrix, a alquimia exata, pancadaria pura. Nos links abaixo tem informações mais detalhadas.

Outra prova de que esse álbum teve importância no movimento é que os mentores da Tropicália, no álbum de comemoração de "25 anos de Tropicalismo", homenagearam Hendrix numa versão funk pra lá de brazuca de "Wait Until Tomorrow". Mas muito antes disso, Gil já tinha gravado "Up From The Skies" com uma curiosa inserção de "Baby" como música incidental, essa faixa vocês encontrarão nos bônus do álbum de 1971 postado aqui.

Depois dessa creio que já temos referências, estrangeiras, suficientes. As de casa vou comentando ao longo das postagens. Agora sim...

"Que venham os tropicalistas iuhuuuuu!!!!!! rsrsrsrs"


Para Baixar e Sair Sacundindo: The Jimi Hendrix Experience - 1967 - Axis: Bold As Love



Para Assistir e Sair Sacundindo: Jimi Hendrix: Hear My Train Coming (acoustic)


Postado Por Marcel Cruz


quarta-feira, 1 de outubro de 2008

The Beatles - Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band

1967. 1º De Junho de 1967 especificamente, uma bomba, uma granada musical acabava de ser acionada e explodia causando consequências devastadoras e irreversíveis. Impossível ouví-la sem sentir-se dilacerado por seus estilhaços.

"Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", um dos discos mais genias já concebidos na história da música ocidental, do conteúdo musical ao conteúdo gráfico não tem um detalhe ou acorde que esteja sobrando ou faltando, é um álbum pleno e tem vida própria. O quarteto se fez realmente fantástico sob a batuta do, mais genial ainda, produtor George Martin. Existe uma literatura gigantesca a respeito desse álbum, como foi gravado, a produção, artigos aos montes, pra isso basta digitar no google, por isso não vou me ater a esse aspecto. O que pretendo com essa postagem é mostrar justamente onde os tropicalistas, de uma forma geral, beberam, e meus caros... está praticamente tudo aí.

Além das 13 faixas que o disco contém originalmente, acrescentei como "bônus", uma faixa do "White Álbum - 1968" chamada "Revolution 9". A razão da escolha dessa música como bônus é simples, não tenho a pretenção de postar o álbum inteiro mas, essa faixa foi bem importante e também surtiu efeito no movimento, seus ecos podem ser constatados nos álbuns de Gil e Caetano do ano seguinte (1969), vocês verão.

Bom, pra quem ainda não conhece esse álbum, me refiro ao "Sgt.Pepper's", me sinto realmente honrado em apresentá-lo, e pra quem já é chapado pelo álbum fica a provocaçãozinha aí. De mais a mais é isso!

Que venham os tropicalistas iuhuuuuu!!!! rsrsrs


Para Baixar e Sair Sacundindo: The Beatles - 1967 - Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band



Postado Por Marcel Cruz

sábado, 27 de setembro de 2008

The Beatles - Revolver

Eu pretendia começar a postar os discos do movimento tropicalista que, como alguns já sabem, é meu ópio, minha droga mais venerada, idolatrada salve, salve rsrsrs, porém, parei um momento e cheguei a conclusão de que, não posso iniciar as postagens e o assunto "Tropicália" sem que antes vocês, meus caros leitores, tomem conhecimento de no mínimo dois álbuns que nortearam boa parte do movimento.

O movimento explodiu em 1968 e na minha opinião o embrião foi fecundado em 1966 e ganhou forma e sustância em 1967, o nascimento no ano seguinte seria inevitável. Vejam vocês que a gestação foi um tanto longa, mas com um resultado altamente satisfatório.

É realmente impossível ouvir os álbuns dos Beatles dessa época e sair ileso, se hoje eles ainda causam impacto em quem os ouve pela primeira vez, imaginem vocês o que deve ter se passado na época, temos um "hiato" de 40 anos aqui.
O primeiro álbum que penso ser indispensável para que possamos entender e ter idéia da gênese tropicalista, foi lançado no ano de 1966 e se chama "Revolver", a meu ver é aí que se dá a fecundação.

Nele encontramos boa parte da estética que o tropicalismo incorporaria: Irreverência, experimentos, música folk, fusões culturais, arranjos sinfônicos e mais um milhão de coisas. São 14 faixas e a cada faixa uma surpresa, uma senhora porrada, um nocaute, um delírio arrebatador, ou estarrecedor como queiram, enfim, até então, nada tinha passado sequer por perto, moderno? Acho que mais que isso, sem se saber seria atemporal.

Essa atemporalidade se deve ao quinto elemento do grupo: George Martin, o produtor dos Beatles. Siiiiiim, ele foi o mago por traz de tudo isso, no ano seguinte, 1967, sua produção chegaria ao ápice da genialidade, mas isso é assunto pra outra postagem...

Por hora esse nos basta. Novamente avisando: Não me responsabilizo por dependência alheia, cuidado! Pois o percentual de que vc vai ficar viciado nesses álbuns na primeira audição é de mais ou menos 90%, rsrsrs.

Abração e quer saber? Não tenham medo de sofrer desse vício não, pois é bom pra caraaaaaaaaaaaaaalho!!! rsrsrsrs Fui!!!


Para Baixar e Sair Sacundindo: The Beatles - 1966 - Revolver


Postado Por Marcel Cruz

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Tim Maia - Tim Maia 1976

Esse é o último disco de Tim Maia que me faz a cabeça do início ao fim. Lançado em 1976, funcionou como uma espécie de álbum de "retorno". Os álbuns anteriores acabaram ficando restritos aos seguidores da seita "Universo Em Desencanto", e devido ao fato de que as letras só falavam da doutrina Racional, era visto, pelos não seguidores, com enorme preconceito na época (quem é que queria ficar ouvindo papo de cultura Racional?), mas enfim, hoje tem muito neguinho que se arrepende amargamente de não ter feito estoque daqueles volumes rsrsrsrs. O fato é que Tim retornou com tudo e fez um dos seus melhores trabalhos.

Onze faixas excelentes, todas de extremo bom gosto, geniais. Merecem destaque:

"É preciso Amar", a segunda faixa do álbum, nela Tim criou um clima agradabilíssimo sem deprê e com gosto de... "acho que vou ouvir essa de novo", na seqüência temos "Rodésia", onde Tim mostra seus dotes de flautista e faz uma espécie de resposta pra "Guiné Bissau, Moçambique e Angola" do Racional Volume II, agora já não está tudo "numa relax, numa traqüila, numa boa"... nada de complacência aqui, em seguida temos a suingadíssima "Marcio Leonardo e Telmo", com sacadas excelentes na letra e um groove inigualável, em "Sentimental", faixa que vem na sequência, Tim desabafa com: "... Sou sentimental e ninguém percebe, deste jeito vou acabar me dando mal...", o groove é animal, essa faixa junto com a seguinte: "Nobody Can Live Forever"(que tem uma letra extremamente crítica aos preceitos de certas crenças), estão entre minhas preferidas, na verdade essa sequência, a partir de "Marcio Leonardo e Telmo", já vale o álbum todo, é a santíssima trindade do volume.

Tem mais quatro que são fuderosas também, são elas: "Manhã de Sol Florida, Cheia De Coisas Maravilhosas" e "Brother, Father, Sister and Mother", ambas com arranjo de cordas muuuuito bom, feito por Miguel Cidras. Em seguida temos a divertidíssima: "Batata Frita, o ladrão de bicicleta", que só pelo nome já vale a pena ser ouvida, e a última que dou destaque e que fecha o volume é "The Dance Is Over" arranjada com maestria por Arthur Verocai e Tim.

Já que esse é o último álbum do Tim que posto, não poderia faltar os extras, acrescentei ao volume mais duas faixas bônus. Ambas foram lançadas, apenas em compacto, nos idos de 1977. A primeira é a genialíssima "Ela Partiu", que foi utilizada nos anos 90 pelos Racionais Mc's como base para uma de suas composições, e a segunda é o samba-Funk "Meus Inimigos".

Bom, com isso encerro a fase Tim do Sacundin! rsrs.

"... that's no God tha's no Heaven, that's no Devil that's no Hell, don't worry, don't worry, play your music, play your music..."


Para Baixar e Sair Sacundindo: Tim Maia - 1976 - Tim Maia


Postado Por Marcel Cruz

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Tim Maia - Racional Extras & Outakes


Faz algum tempinho que me deparei na rede com um suposto Tim Maia Racional Volume III, nele tinham 5 faixas que encontraram abandonadas nos arquivos de um estúdio do Rio. Essas faixas foram mixadas e, sabe lá como, caíram na rede.

São bem interessantes, mas não acho que seja um material suficiente pra ser denominado como um "Volume III", pois somando o tempo delas chegamos em 27 minutos dos quais temos uma mesma música em dois Takes distintos. Se tirarmos um dos takes, ficamos com menos de 20 minutos, é claro que são 20 minutos excelentes, mas a meu ver não dá pra ser considerado como um terceiro volume do "Racional".

Bom, o que foi que eu fiz... Reuni esse material e acrescentei a ele um compacto que foi lançado na época, ou seja, além das 5 "inéditas" temos mais 4 que seguem uma linha bem diferente das demais, o conteúdo textual permanece o mesmo, mas o gênero muda.

No compacto Tim criou uma espécie de paródia da famosíssima marchinha setentista "Pra Frente Brasil" que ganhou o nome de "Brasil Racional". Na sequência dessa temos "Do nada ao tudo" e "Minha Felicidade Racional" dois sambões suingados e bem nos moldes dos sambas da velha guarda carioca, a última faixa é uma versão também ultra sambada de "O Grão Mestre Varonil", música que no "Volume I" foi reduzida a uma vinheta. O compacto deveria é se chamar: "Tim Maia Racional e Suas Pastoras", rsrsrs pois tem bem essa atmosfera.

Resumindo, recolhi esse material e criei um volume de extras e outakes, foi o que achei mais coerente levando em conta o que tinha em mãos.

Ah! Outra coisa que fiz, pelo fato de ser um material sem nome oficial, renomeei duas daquelas 5 faixas, pois quem o fez não se ligou que eram nomes que já existiam nos volumes precedentes. Uma denominei como "Preceitos Da Energia Racional", nessa faixa Tim criou uma base Ultra-Funk e enquanto rola essa base ele lê parte do "Livro Magnânimo" (Universo em Desencanto), e a outra ficou como "Solução Racional", nessa, pra variar um pouco , Tim diz que todos irão se encontrar e se imunizar lendo o livro e que nele está a solução que todos procuram. Ela tem uma "vibe" meio disco, meio afoxé, meio sei lá o que, só sei que é muuuuito boa. Pela gravação vemos que faltou um finalzinho, mas pra mim já ta pra lá de lindo.

Espero que vocês gostem, depois desse vem o de 1976 e encerro a fase Tim Maia no Sacundin! É isso aí...

"...Há muito tempo, todos procuram a solução, do sofrimento que é causado pela ilusão, ú hú hú hú..."


Para Baixar e Sair Sacundindo: Tim Maia - 1975/1976 - Tim Maia Racional Extras & Outakes (By Marcel Cruz)


Postado Por Marcel Cruz

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Tim Maia - Racional Volume II

Mal nos recuperamos da pancadaria do primeiro volume e Tim sai com outro muito mais violento! Estou me referindo ao segundo volume de Tim Maia Racional lançado em 1975/1976.

De fato surpreendente! Ao ouvir o primeiro volume é bem fácil de se pensar o seguinte : "- Caráááámba!!! O cara atingiu seu ápice aqui, acho que dificilmente conseguirá fazer algo mais poderoso que isso!"

Pois bem meus caros, ele conseguiu e com uma maestria de se admirar.

São mais nove faixas que continuam a série de "pregação" da doutrina Racional (embora ele diga, numa das composições, que não é uma doutrina). Uma faixa melhor que a outra, puro deleite auditivo no seu mais alto grau, e só pra constar, uma delas, a terceira especificamente, foi usada como parte da trilha sonora de Cidade De Deus. Não tenho muito mais o que discorrer a respeito, só digo que vale muito a pena, tê-lo, ouví-lo, possuí-lo, deglutí-lo, mamí-lo ops... rsrsrs. Então é isso...

"... Abra a porta e vá entrando, felicidade vai brilhar no mundo..."


Para Baixar e Sair Sacundindo: Tim Maia - 1975 - Racional Volume II


Postado Por Marcel Cruz

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Tim Maia - Racional Volume I

A fase Racional de Tim Maia é simplesmente fenomenal e é difícil passar por ela sem ser atingido, não existe imunidade que agüente, é sem sombra de dúvida o trabalho mais bem elaborado de Tim, sem desmerecer os demais é claro.

Hoje em dia temos sorte de encontrar esse material facilmente, outrora era artigo de luxo, o vinil ainda é. Poucos eram os que podiam apreciar esse trabalho genial de Tim.

Os discos, além de terem sido lançados por um selo independente, a "SEROMA" - selo criado pelo próprio Tim para lançar seus álbuns - foram abandonados e deixados de lado depois que Tim se "Desencantou" com o tal do "Universo Racional".

Bom, historinhas a respeito todo mundo sabe e basta digitar no google que aparecerão milhares de artigos e matérias a respeito.

A mim, esses volumes chegaram numa edição "piratex" que parecia original, nela estavam ambos os álbuns e tive a sorte de escutá-los juntos logo de cara.

Chapação Racional! rsrsrs Foi isso que senti, no princípio você fica grilado porque acaba prestando atenção nas letras e tudo o mais, porém, quando consegue abstrair esse "detalhe" e absorve a música é vício instantâneo. Essa fase toda, composta por dois volumes e mais um outro de Extras, está entre minhas predileções musicais, acho que só perde pro Tropicalismo, movimento que me deixa realmente fora do ar.

O volume I é composto por 9 faixas das quais não cometerei a injustiça de dar destaque individual, o conjunto é violentíssimo de cabo a rabo. Resta a você agora: baixar, escutar e tirar suas próprias conclusões. Pra quem não conhece, não sei o que tá esperando que ainda não baixou, e pra quem já conhece, ou já tem, fica como uma provocaçãozinha, corra lá pra sua "vitrola" e coloque seu disquinho (ou cd, ou arquivo mp3) pra rodar no último volume!!!!

"...uh! uh! uh! Que beleza!..." rsrsrs.


Para Baixar e Sair Sacundindo: Tim Maia - 1974 - Tim Maia Racional Volume I


Vídeo: Reportagem Fantástico Tim Maia Racional


Postado Por Marcel Cruz

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

êêêêêêêê!!!!!! vivaaa!!!!


Mais de 80.000 acessos!!!! iuhuuuuuuuu!!!!!!

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Marcel Cruz

domingo, 7 de setembro de 2008

Tim Maia - Tim Maia 1973

Esse álbum, apesar de ser bem legal, é um dos que menos escutei/escuto, a razão não sei muito bem qual é, mas dessa fase é o que menos me pegou, e olha que tem faixas memoráveis nesse volume, inclusive duas delas, "Réu Confesso" e "Gostava Tanto De Você", tornaram-se "hits" e ainda são cantadas em toda parte.

Do conjunto de 12 canções contida nesse álbum meu destaque vai pra 3, que acho realmente surpreendentes, são elas: "Balanço", dona de uma groovera fenomenal, "Do Your Thing, Behave Yourself", essa tem no videozinho que deixei na postagem anterior, muito foda e a outra, a terceira no caso, é a instrumental "Amores", faixa que fecha o álbum. Tem outras legaizinhas, mas creio que essas já bastam pra se ter o disco.

É isso, hoje fico por aqui. Desejo a todos uma exceleeeeente Sacundida!!! rsrs


Para Baixar e Sair sacundindo: Tim Maia - 1973 - Tim Maia


Postado Por Marcel Cruz

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Tim Maia - Tim Maia 1972

É realmente difícil atribuir algum valor do tipo: "o melhor álbum", porque o pareo é duro e não vou cair nessa armadilha, rsrsrs. Mas esse terceiro álbum de Tim Maia é "ultra-violento", e apesar de ser o álbum que Tim regravou "These Are The Songs" é também a meu ver o menos conhecido dessa fase inicial.

Outras faixas que penso ser um pouco mais conhecidas desse volume são: "Canário Do Reino", de novo Tim apostando no Baião-Funk, e "O Que Me Importa", que a Marisa Monte fez o "favor" de fazer uma versãozinha mequetrefe naquele disco que tem "Amor I Love You", (puta merda hein! rsrsrs), o bom disso é que aguçou a curiosidade da galera pra ouvir a versão original que é impecável.

Bom, as demais faixas são inegaveis obras primas, ao todo 12 músicas redondinhas. "Idade" e "My Little Girl" abrem o volume no maior alto astral seguida de "O Que Você Quer Apostar?", versão em português de "What You Want To Bet", lançada junto com "These Are The Songs" em compacto nos idos de 1969. Depois disso temos "Canário Do Reino", "Já Era Tempo De Você" e "Where Is My Other Half?" que fecham o lado A do Lp.

O lado B, meus caros... Se alguém de vocês acabou de terminar um relacionamento ou está na eminência disso, encontraram o álbum perfeito pra afogar as mágoas. Começando temos "O Que Me Importa", seguida de "Lamento"(que é a versão em português de "Where Is My Other Half?" ali de cima) e do genial blues "Sofre", que inicia com uma espécie de desabafo introdutório para a letra que é muuuuito, mas muito foda! Depois do desabafo ultra-melancólico de "Sofre" temos uma pequena trégua em "Razão De Sambar" que atribui ao ato de sambar um meio de fuga, pois nele você consegue esquecer de tudo. A trégua dura apenas 1 minuto e 28 segundos, na sequência temos outro que deveria ser um clássico da Fossa, a excelênte "Pelo Amor De Deus" e fechando o volume com maestria temos a já citada "These Are The Songs".

Agora me digam se não é complicado fazer qualquer tipo de classificação e não paracer injusto. Tarefa dificílima! Então é isso, tirem suas próprias conclusões, uma coisa é inegavel: Estamos diante de uma obra prima absoluta!

"...É terça-feira, quarta-feira, quinta-feira todo mundo que sambar / Esquecem tudo esquecem a vida esquecem a morte esquecem o que devem fazer / Parecem loucos mas aos poucos você vai chegando a mesma conclusão / Que desta vida não se leva só se deixa e por isso dou razão / Para os que pulam os que sambam os que dançam a noite inteira sem parar..."



Para Baixar e Sair Sacundindo: Tim Maia - 1972 - Tim Maia


Para Assistir e Se Sacundir: Idade / Do Your Thing, Behave Yourself


Postado Por Marcel Cruz

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Tim Maia - Tim Maia 1971

1971 é o que considero: "O" ano dos álbuns mais "violentos" da música brasileira, no bom sentido é claro. Tim Maia, com seu segundo álbum, contribuiu para engrossar ainda mais o caldo entrando de sola e emplacando no mínimo dois sucessos que sem saber tornariam-se clássicos absolutos, "Não quero dinheiro (Só quero amar)" e "Você".

Além dessas, Tim gravou para o volume sua versão de "Não Vou Ficar", gravada anteriormente por Roberto Carlos, seria lindo/perfeito se pusessem a voz de Tim no arranjo de Roberto, esse também é bom, mas prefiro o outro. Outra que já era conhecida e que Tim regravou foi "Meu País", lançada em compacto 3 anos antes (1968).

Agora vamos para as menos conhecidas ou desconhecidas que mais gosto. O volume abre com "A Festa De Santo Reis", excelente! Depois temos outra nos moldes de "Coroné Antônio Bento", aquela que está no primeiro disco, o funk-baião "Salve Nossa Senhora", depois uma das que mais gosto, a suingada e genial "Um Dia Eu Chego Lá" e pra fechar as desconhecidas a "deliciosa" (rsrsrs) "É Por Você Que Eu Vivo".

Nesse álbum vemos o primeiro flerte de Tim com a Bossa Nova, flerte que Tim assumiria totalmente na década de 90, na inigualável versão de "Preciso Aprender a Ser Só", composição de Marcos e Paulo Sérgio Valle.

Os arranjos não estão assinados por ninguém, boa parte deles são com certeza de Tim Maia, mas não todos, então se alguém tiver essa informação me passe, porque no disco não fala nada. Agora é só baixar, se é que você já não tem, e cair no sacundin, é isso aí, fui!

"...Chegou a hora tem que ser agora, com você não posso mais ficar... Pensando bem, não vale a pena, ficar tentando em vão, o nosso amor não tem mais solução, não não não..."



Para Baixar e Sair Sacundindo: Tim Maia - 1971 - Tim Maia


Postado Por Marcel Cruz

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Tim Maia - Tim Maia 1970

Aproveitando a deixa da postagem anterior, e já que entramos no âmbito do Funk Brasileiro, é praticamente impossível abordar o tema sem falar de Tim Maia, talvez o maior difusor do gênero em "Terras Brasilis". E não só isso, deve-se a Tim Maia a excelente sacada de fundir ritmos 100% brasileiros como o Baião e o Samba ao suingadíssimo funk, mistura que mais tarde conheceríamos como Samba-Funk e Baião-Funk, (essa na verdade eu nunca ouvi, rsrsrs), esses elementos acompanhariam Tim em toda sua fase áurea, que pra mim vai de 1970 até 1976 (e é o que pretendo postar aqui), existem coisas boas depois disso, porém, já não me agradam tanto.

Meu contato com Tim, se é que me lembro exatamente, ao menos conscientemente, deu-se através de "Não Quero Dinheiro, Eu Só Quero Amar", chapei! E fiquei louco pra cantar isso pra alguém, pensei: "- Seria lindo cantar isso pra uma garota!", rsrsrs. Essa, entre tantas outras, acabou fazendo parte da minha vida. Ela não está nesse volume, mas estará no próximo post.

Esse é o álbum de estréia de Tim, antes tinha gravado apenas dois compactos e além disso participou da gravação de "These Are The Songs", no álbum de Elis Regina. Bom, história e curiosidades vocês encontrarão nos links que seguirão as postagens.

De bônus, como não poderia faltar, acrescentei justamente essa faixa com a Elis e mais outras 5. São elas: "Não Vou Ficar", na interpretação de Roberto Carlos, primeiro sucesso de Tim, o arranjo dá de 10 a zero na versão do próprio Tim, a gravação é de 1969, as outras 4 são dos dois primeiros compactos: "Sentimento" e "Meu País", de 1968 e "What You Want To Bet", que mais tarde ganharia versão em português com nome de "O Que Você Quer Apostar?", e "These Are The Songs" ambas lançadas em 1969.

Nos links de vídeo está o programa "Por Toda Minha Vida" exibido na rede globo, são 8 partes, é só ir seguindo ao lado. Uma dica boa é enquanto assistir a primeira parte deixar a segunda carregando e assim por diante, assim você consegue ver o programa todo sem interrupção.

Ah! Pra quem prefere ler, a biografia escrita por Nelson Motta é uma ótima sugestão, aliás, ela é o norte do programa citado acima.

"...These are songs , I want to sing and play..."




Para Baixar e Sair Sacundindo: Tim Maia - 1970 - Tim Maia


Para Saber Mais: Bio Tim


Para Ver Mais: Por Toda Minha Vida Tim Maia


Postado Por Marcel Cruz

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Roberto Carlos - Jovem Funk

Eu passei a minha infância toda ouvindo aquelas coisas mais bregas do mundo contidas no repertório oitentista de Roberto Carlos e confesso minha ojeriza em relação a obra do Rei. Tenho algumas lembranças afetivas como a canção do caminhoneiro em que parte da letra diz "...vou andando na banguela...", lembro que quando criança me rachava de rir nessa parte e também porque eu tinha um tio caminhoneiro que adorava e queria ser igual a ele quando crescesse.

Fora isso o rei só me causava náusea e, sinceramente, não achava nenhum pouco legal ficar ouvindo suas músicas tipo "...mulher de 40, eu quero ser, o seu namorado...", ou ainda "... coisa bonita, coisa gostosa, quem foi que disse que tem que ser magra pra ser formosa?...", isso ninguém merece.

Bom, partindo desse princípio passei minha adolescência toda dizendo que não gostava de Roberto Carlos, que a música dele era uma porcaria e tal, todo aquele palavrório de quem não conhece direito. Isso aconteceu até o momento em que ouvi o rei cantando "Todos estão surdos".

Porrada e surpresa ao mesmo tempo. Como assim? Isso é Roberto Carlos? Você tem certeza? Não, não deve ser não. Ainda sem crer levei outra porrada, agora um pouco mais violenta com a faixa: "Não há dinheiro que pague" e como se já não bastasse... O que? Roberto Carlos cantando TIM MAIA??? Pensei comigo : "Tem ouro escondido nessa mata, vou ter que desbravar, já não posso dizer que não gosto porque isso é muuuito foda, muito bom, cadê o resto? Será que tem mais?

Essas foram minhas questões. Consultando a discografia do Rei consegui peneirar e criar um álbum com 11 faixas impecáveis, em que o Rei não é "Iê-Iê-Iê" e tampouco Jovem-Guarda, o Rei é Funk, é Rock'n'Roll de verdade, o Rei é até Tropicalista! Inacreditável!

É uma fase de coisas boas diluídas entre o período que inicia-se em 1967 e vai até 1973. O time de arranjadores desses álbuns é de primeiríssima grandeza, só pra se ter uma idéia, Chiquinho de Moraes é um dos nomes presentes.

Prestem atenção na versão original de "Jesus Cristo" (1970), a linha do baixo, o coro, o pianão e toda a concepção faz a composição crescer de um jeito que você até esquece que é gospel e cai no suingue, funkeando com "Jesuis", rsrsrs.

Outra que dou um destaque é a irreverente e, a meu ver, tropicalista, "Vista a Roupa Meu Bem", simplesmente fenomenal, um sarro. Estou destacando essas, mas as demais são de tirar o sono também, "Não Vou Ficar" e "Nada Vai Me Convencer", ou ainda, "Se Eu Pudesse Voltar No Tempo" e "Não Adianta Nada", enfim, todas que estão aí. Esse é o supra sumo do rei.

Junto com elas acrescentei 4 que Roberto não gravou mas que assina a autoria, e outras 3 que as versões são realmente geniais, são elas: "Meu Nome é Gal", "Vou Recomeçar" e "Eu Sou Terrível", todas na voz da excelente Gal Costa, que iniciava sua carreira. "Se Você Pensa", "Nas Curvas Da Estrada De Santos" e "Mundo Deserto", na voz de Elis Regina, e pra fechar o volume um “Funk –Afoxé”, com um puuuuta arranjo que, se não me engano, é de João Donato (preciso confirmar esse dado), chamado "Mané João", na voz de Wanderléia.

Depois de ter entrado em contato com esse repertório não posso mais dizer que não gosto do Rei, digo que não gosto de tudo, mas essa fase foi indiscutivelmente foooooda! Só posso dizer que ela me deixa atordoado.

Ah! A capa foi a gente que fez (Marcel + Magda = M&M Design Gráfico), modéstia a parte, ficou boas pacas, rsrsrs.

Divirtam-se! Fui!




Para Baixar e Sair Sacundindo: Roberto Carlos - 2008 - Jovem Funk (Compilation By Marcel Cruz)


Para Saber Mais: Roberto Carlos HomePage


Postado Por Marcel Cruz

domingo, 17 de agosto de 2008

Hypnotic Brass Ensemble - Hypnotic Red (Highline Ballroom, NYC 10-29-07)

"New York City Live"! Hypnotic ao vivo, gravado em Nova York em Outubro de 2007. No álbum temos um panorama bem legal da obra "Hypnótica" deles. Os destaques ficam por conta da interação com a galera e o alto astral da apresentação, além das "inéditas" e improvisos, é claro.

Com esse álbum fecho a trilogia das cores do Hypnotic Brass Ensemble e concluo que a banda é realmente uma das melhores coisas que já ouvi na vida sem sombra de dúvidas.

Agora sim acho que é hora de voltar pra casa...


Para Baixar e Sair Sacundindo: Hypnotic Brass Ensemble - 2007 - Hypnotic Red (Highline Ballroom, NYC 10-29-07)


Postado Por Marcel Cruz