sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Tom Zé - Tom Zé

Quem também entrou em cena em 1968, e pela porta da frente, vindo direto de Irará/Salvador foi outro baianinho arretado! Antonio José Santana Martins, que logo ficaria conhecido como Tom Zé.

Tom Zé foi vencedor do IV Festival De Música Popular Brasileira Da Record, que rolou entre Novembro e Dezembro daquele ano, com a música "São, São Paulo". Em Dezembro, aproveitando o embalo, lançou seu primeiro álbum pelo selo Rozemblit, antes disso tinha gravado apenas um compacto em 1965 pela RCA Victor.

Todo arranjado pelos maestros do grupo Música Nova Damiano Cozzela e Sandino Hohagen, o disco é uma loucura das boas, uma viagem, tudo muito bem encaixado e extremamente bem concebido. As letras são espetaculares, cheias de um humor ácido, que nos faz rir mais de nervoso do que por ser engraçada, muuuuuito bom!!! Meu destaque vai para: "Curso Intensivo De Boas Maneiras", veja essa letra:

"...Primeira lição deixar de ser pobre porque é muito feio..." Genial! rsrsrsrs

"Glória", uma espécie de tratado sobre a honra, "Profissão Ladrão", dona de uma letra que deve ter deixado muito neguinho incomodado. "Sem Entrada e Sem Mais Nada", atualíssima e muito engraçada, fechando o volume temos a excelente "Sabor de Burrice", nela encontramos versos que seriam reutilizados em "2001", música que ele compôs no ano seguinte com Os Mutantes, o refrão é impagável:

"... veja que beleza, em diversas cores, veja que beleza, em vários sabores, a burrice está na mesa..." quer coisa mais atual do que isso?

Como bônus acrescentei mais 4 faixas, duas fazem parte daquele compacto lançado em 1965 que comentei ainda a pouco, são elas: "São Benedito" e "Maria Do Colégio Da Bahia", em ambas Tom Zé canta acompanhado apenas de seu violão. As outras duas são versões de uma mesma música: "São, São Paulo".

A primeira versão que temos começa meio melosa, mas em seguida cai numa mistura de Funk com inserções de Baião e Samba, apesar do final desafinado/desencontrado, achei a mais legal de todas, foi lançada como compacto do álbum e carregava em seu lado B "Curso Intensivo De Boas Maneiras", na mesma versão contida no Lp. Pra fechar os extras mais uma versão de "São, São Paulo", essa lançada em compacto com as demais vencedoras do IV Festival, e com uma roupagem mais contida: piano Rhodes e uma guitarra Jazz nas estrofes, acrescida de coro, bateria e metais em ritmo de marcha-rancho nos refrões, ficou muito boa, mas ainda fico com a outra, rsrs.

Hoje em dia os lançamentos de Tom Zé já não me fazem tanto a cabeça, me dão uma impressão de repetitividade que é de trincar os ovinhos. É sempre uma auto-citação, ele fazendo referência a ele mesmo, pode ser que nem todos achem isso, tem coisas legais, é claro, mas no geral me chapam muito rápido, cansam... se você ouvir os primeiros discos (que são ducaralho!!!!!), e os últimos, irá compreender... ou talvez não, rsrs.


Para Baixar e Sair Sacundindo: Tom Zé - 1968 - Tom Zé


Para Saber Mais: Tom Zé Homepage


Para Ver E Sair Sacundindo: São, São Paulo: Festival Da Record - São, São Paulo: Programa TV


Postado Por Marcel Cruz

3 comentários:

David disse...

Sin duda un discazo!!!! pero no estoy de acuerdo con que Tom se repite. Es un inventor y un alquimista de la música. Tom es necesario para el mundo, aunque el mundo no sepa que existe.

Bruna Assagra disse...

eu amo este louco visionário!

Munju disse...

Thank you for your great work!

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