segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Marcos Valle - Marcos Valle


Não meus queridos, a obra dos irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle não se resume a "Samba de Verão" e tampouco a "Viola Enluarada". Ela vai além, muito além. O primeiro álbum dos irmão Valle, que data de 1963 e os quatro seguintes, possuem um caráter totalmente Bossa Nova. Mas é a partir de 1969, com o álbum "Mustangue Cor de Sangue", que isso passa a tomar outro rumo. Algumas faixas de "Mustang..." mostram o caminho que os irmãos seguiriam dali em diante. No álbum seguinte eles caem de cabeça na cultura black. Funk, soul, samba, rock e mais um milhão de elementos formam a vitamina musical gerada por ambos.
O álbum que temos aqui é o primeiro da safra. Foi lançado em 1970 e conta com dois arranjadores mostruosos que trabalharam de maneira magistral em 5 das faixas. O primeiro é Orlando Silveira que ficou com os arranjos de "Ele e Ela", "Pigmaleão" e "Que eu Canse e Descanse" e o segundo é Leonardo Bruno, responsável por "Dez Leis (Is That Law)" e "Freio Aerodinâmico", os melhores! As quatro restantes foram arranjadas por Marcos Valle e o Som Imaginário, banda de apoio no álbum.
Com um total de 9 faixas, o volume inicia com "Quarentão Simpático", um funk que foi tema da personagem Renatão, da novela "Assim Na Terra Como No Céu". A letra descreve as peculiaridades de Renatão. Em seguida vem o tema mais feliz do álbum, "Ele e Ela", uma valsa apaixonadíssima, dona de uma alegria contagiante e que conta com a participação de Angela Valle nos vocais, boa de se ouvir quando a gente acorda ou esta com alguém que gosta, rsrs.
No terceiro tema do disco é que sentimos a pressão da cultura black encorporada por eles, "Dez Leis" tem todas as influências sintetizadas em geniais 4 minutos e 15 segundos. No arranjo de Leonardo Bruno temos o pianão, o coral com uma veia gospel, a bateria e o baixo bem presentes e tudo muito bem ornamentado com meia-lua, naipe de cordas e naipe de metais, concepção espetacular! É minha preferida no disco e me lembra um pouco "I Am The Black Gold Of The Sun" do The New Rotary Connection, postado anteriormente aqui.
Na sequência outra valsinha chamada "Pigmaleão", essa faixa foi tema de abertura da novela Pigmaleão 70, da então novata Rede Globo de Televisão. Aliás, Marcos e Paulo Sérgio Valle foram figurinhas presentes nas trilhas dessa época ("Véu de Noiva", de 1969, foi o primeiro tema de abertura assinado por eles). A faixa que fecha o lado A é "Que eu canse e descanse", o "pau mole" do álbum, rsrs, faixa pra acalmar os ânimos, cortar os pulsos, chorar, sei lá o quê...rsrs.
Em compensação o lado B abre com a excelente "Esperando o Messias", que conta com a participação dos Golden Boys, um show a parte. Outro destaque dessa faixa é a ocarina tocada por Zé Rodrix que a usou de maneira surpreendente em um arranjo de tirar o chapéu. Está muito bem colocada, fooooooooda demais, e falando em foda demais, a sequência é espetacular.
Em "Freio Aerodinâmico", outra vez Leonardo Bruno faz bonito, parece que estamos em um daqueles filmes policiais setentistas. Plano aberto, uma estrada e um carro a mil. Me lembra aquele 'Dodjão' Challenger de Vanishing Point na estrada. O arranjo de Leonardo me remete um pouco a trilha do Batman de Nelson Riddle. Angela Valle também da sua contribuição nos vocais.
Estamos quase no fim. Agora temos a regravação de "Os Grilos", lançada originalmente em 1967. É muito legal de ouvir ambas as versões e sacar as diferenças gritantes de uma e de outra (a de 1967 que está no arquivo como faixa bônus tem uma veia mais bossa e a de 70 está totalmente samba-rock). A faixa que encerra o volume original é a excelente "Suíte Imaginária", suite composta por 4 'movimentos' e arranjada por Marcos e o Som Imaginário, os movimentos foram batizados como: Canção, Corrente, Toada e Dança. Destaque para o cravo de Wagner Tiso no último movimento. Acho que é isso, divirtam-se!!!
"...São dez leis, são dez leis, são dez as leis mas um só rei..."



Para Baixar e Sair Sacundindo: Marcos Valle - 1970 - Marcos Valle


Para Saber Mais: Discografia Ultra Completa - Biografia 1 - Biografia 2 - MySpace


Para Assistir e Sacundir: Ele e Ela - Os Grilos


Postado Por Marcel Cruz

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Itamar Assumpção - Intercontinental! Quem diria! Era Só o Que Faltava!!!

Bom, retomando os trabalhos do Sacundin vamos concluir o que foi iniciado. Na última postagem de álbum mencionei que fecharia a turma dos malditos com dois nomes, um deles foi o da própria postagem (Arrigo Barnabé) e o outro é o agora presente Itamar Assumpção.

Itamar sempre foi o rei da margem, chegou com tudo em 1980 com seu... "Benedito João dos Santos Silva Beleléu vulgo nego dito, nego dito cascavé!" e partiu com a Leonor deixando o recado do que queria para sua próxima encarnação no "Isso vai dar Repercussão" álbum gravado com Naná Vasconcelos em 2004. Entre início e fim muita coisa aconteceu, fonograficamente falando temos 8 álbuns nesse meio, alguns geniais outros nem tanto mas todos de extremo valor artístico.

Itamar sempre foi o Itamar sempre! Dando uma fuçada na rede encontrei uma entrevista que está no link abaixo, lê-la me fez ficar mais fã do que já era. O cara foi genial! Difícil escolher apenas um álbum para postar, a princípio pensei em um do começo de sua carreira, mas re-ouvindo seus últimos álbuns entrei em parafuso ficando totalmente confuso, rsrs. Então optei por este aí que é do meio! rsrsrs. Até porque foi o álbum que serviu de introdução a Itamar para mim.

A faixa de abertura do álbum já é demais, Itamar foi de uma felicidade ímpar nessa e em outras composições desse volume. "Sutil" possui letra, melodia e arranjo tão bem arquitetados que toda vez que coloco para rodar aciono o "repeat" e a escuto inúmeras vezes. No álbum há vários momentos geniais que só ouvindo pra ter idéia.

Para quem gostar e quiser os demais álbuns de Itamar estou deixando também um link com o arquivo torrent que criei da discografia completa dele, ou seja, os 10 álbuns lançados. Vale a pena! Acho que por hora é isso. Abração!!!


"...
É muita luz pra pouco túnel / É muita areia para o meu caminhãozinho / Meu bem eu morro de ciúmes até do sol Que bronzeia você com carinho..."


Para Baixar e Sair Sacundindo: Itamar Assumpção - 1988 - Intercontinental! Quem Diria! Era Só o Que Faltava!!!


Para Torrentiar e Sacundir: Torrent Discografia Itamar Assumpção


Para Saber Mais: Entrevista - Bio 1 - Bio 2 - Itamar por Mariana Tavares


Para Assistir e Sacundir: Show com Itamar e Isca de Polícia em 1983: Parte 1 - Parte 2 - Parte 3 - Parte 4 - Parte 5


Postado Por Marcel Cruz

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

"Voltei Amor..."

"...pra dizer que ainda te amo pra dizer que ainda te quero te quero..." rsrs.

É isso mesmo! Apesar de estarmos quase em período de férias eu não poderia deixar de voltar, afinal de contas devo meus sinceros agradecimentos a todos os que compreenderam e que torceram para que eu voltasse logo, meu muitíssimo obrigado pelas mensagens carinhosas que recebi nessa minha ausência "Sacundindica". Bom, o motivo principal do meu sumiço foi meu TCC (Trabalho de conclusão de Curso ou de Graduação como alguns dizem).

O tema do trabalho foi justamente o Sacundinbenblog, ou seja, ausente das postagens mas mergulhado no blog. Como alguns sabem o objetivo inicial da construção do Sacundinbenblog foi justamente o de treinar técnicas de pesquisa e de escrita para minha monografia, porém, o mero exercício acabou virando o tema principal da dita cuja. E o que foi que fiz?

Bom, a monografia é um memorial descritivo sobre essa experiência e também uma abordagem comparativa entre o Sacundin e o Loronix no ano de 2008. Foi você leitor através dos acessos ao Sacundin que possibilitaram a realização desse estudo, meu muitíssimo obrigado pelas contribuições que sem saber vocês me deram.

Como diz o velho ditado: "Antes tarde do que nunca", estou de volta, demorei mas voltei! Aproveito aqui para agradecer publicamente ao incrível Mauro Caldas - figura responsável pelo estupendo Loronix - pela atenção e auxilio que me deu durante esse processo.

No link abaixo (Monografia Sacundinbenblog) o trabalho se encontra disponível para quem quiser saber um pouco sobre essa experiência ou mesmo conhecer mais a fundo o Sacundin. O objetivo da construção foi cumprido, mas e... o blog continua?

Sem dúvida alguma! Sabe Deus até quando, mas seja lá qual for esse tempo agradeço desde já a você leitor que alimenta o Sacundin com seus acessos, comentários, dicas, sugestões, críticas enfim com toda a interatividade que esse meio proporciona para nós. Valeu!!! E como eu sempre digo:

"Vamo que vamo que o som não pode parar!!!

Marcel Cruz

Monografia Sacundinbenblog

Obs* Clicando no link acima você poderá fazer o download, simplesmente visualizar ou fazer ambos, fica a seu critério. Para Download basta clicar no botão "Download PDF Free" que fica na parte superior direita da página que irá abrir. Abração!!!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Ausência


Caros leitores quero e estou a pedir desculpas pela minha ausência, meu quase abandono do Sacundin, mas é que o bicho ta pegando, logo logo estarei de volta. Grato pela compreensão. Abração!

Marcel Cruz

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Contente?


Imagine se não!!! Ontem dia 20 de Outubro o Sacundin atingiu 200.000 acessos!!!!! Massa né? Muito obrigado pela sua visita, são elas que mantém o blog vivo, saibam que é sempre uma honra recebe-los!!!! Valeu mesmo!!! Abração em todos e... Vamo que vamo que o som não pode parar!!!

"Sacundinbenblog: Um Blog Pra Quem Tem Sacundin!!!

Marcel Cruz
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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Arrigo Barnabé - Façanhas

Pra finalizar a série do cantinho dos malditos, trarei mais dois nomes que não podem ficar de fora, ambos surgiram no início dos anos 80 e estão entre os que criaram e fizeram parte do que seria chamado mais tarde de Vanguarda Paulista.

Conheci o trabalho de Arrigo Barnabé da mesma forma que muita gente conheceu, através do estranhíssimo "Clara Crocodilo". Confesso que apesar de ter comprado o disco e ouvido algumas vezes não consegui gostar muito do que ouvi, fui atrás de outras coisas e também não me animaram (coisas que penso hoje ter de reouvir), isso rolou até me deparar com esse disco aqui: "Façanhas", lançado em 1992, chapei! Esse é o Arrigo que eu aprendi a gostar, alguns até falam que esse é o álbum mais normal dele e talvez tenha sido exatamente isso o que me faz gostar tanto, reconheço que Arrigo tem obras consideradas geniais e que devem realmente ser, mas... acho que não são pra mim, o Arrigo que gosto é esse aí do "Façanhas" mesmo, simples e com interpretações excelentes. As personagens encarnadas por Arrigo são sarcásticas, cafajestes, comicas, trágicas, serenas, explosivas, uma gama enorme de estados.

O que mais me surpreende nesse disco é que ao ouvir você identifica inúmeros elementos contidos naqueles álbuns ultrabregas, mas Arrigo consegue usá-los de forma magistral transformando-os e dando, através deles, um ar "cool" pro álbum, peripécias de gênio! Aliás, algumas faixas me lembram muito Leonard Cohen.

Arrigo foi muito feliz na escolha do repertório, ele assina 8 das 14 faixas contidas no volume, outros compositores que aparecem são: Itamar Assumpção, Péricles Cavalcanti, Paulo Braga, Paulo Marques e, entre outros, Mané Silveira e Augusto de Campos.

O disco tem uma unidade perfeita, mas algumas faixas merecem destaque: "Suspeito", "Mal Menor", "Conflito de Geração", "Bom Sujeito" e "Lama", composição de Paulo Marques e Aylce Chaves, que foi sucesso nas voz de Linda Rodrigues, Angela Maria e Dolores Duran na década de 1950, essas faixas são todas muuuuito foda!!! É isso aí, espero que gostem, fui!!!

"...Eu falo sincero com todo respeito, direto na cara sem jogo ou efeito... Eu penso o que penso e acho direito, não transo mentiras eu sou bom sujeito..."



Para Baixar e Sair Sacundindo: Arrigo Barnabé - 1992 - Façanhas


Para Saber Mais: Home page - Biografia - Lama - Conflito De Gerações - Eu não Sabia Que Você Existia - Suspeito


Postado Por Marcel Cruz

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Jards Macalé - Aprender a Nadar

Dois anos depois do primeiro disco solo, Jards chega esbofeteando geral com esse que considero um dos álbuns mais geniais da música brasileira:

"Jards Macalé apresenta a linha de morbeza romântica em Aprender a Nadar"

Lançado em 1974, o álbum contou com arranjos de Macalé, Perinho Albuquerque e Wagner Tiso. Os músicos participantes fazem jus ao resultado, como são muitos citarei apenas alguns: Robertinho Silva (Bateria e Percussão), Dino (Violão 7 Cordas) e Meira (Violão), Canhoto (Cavaquinho), Rubão Sabino (Baixo), Tutti Moreno (Bateria), Carlinhos Pandeiro de Ouro, Zeca da Cuíca e Wally Saillormoon.

O repertório é fabuloso! Com participação de Ana Maria Miranda e Lygia Macalé, a primeira faixa intitulada "Jards Anet Da Vida" é uma especie de auto apresentação que Jards faz sobre um texto de Gilberto Gil misturada com mais três composições chamadas: "Dois Corações" de Herivelton Martins e Waldemar Gomes, "No Meio Do Mato" de Jards e "O Faquir Da Dor" de Jards e Wally. Concepção genial!

Seguindo temos "Rua Real Grandeza", composição de Jards e Wally, a interpretação de Jards não poderia ser melhor, em perfeita sintonia com a melodia e com a letra, coladinha nessa temos "PAM PAM PAM", de Paulo da Portela, faixa que funciona como vinheta no álbum.

"Imagens", composição de Walzinho e Orestes Barbosa (exatamente o mesmo de "Chão De Estrelas"), tem uma letra muito fooooda, o arranjo é de Perinho Albuquerque, rei da elegância e das sutilezas. Ainda temos três faixas para fechar o lado A do disco, são elas: "Anjo Exterminado", um dos melhores sambas da dupla Jards e Wally, "Dona De Castelo", também da dupla e por último "Estatuto de Gafieira", excelente samba de Bily Blanco que discorre sobre o que não deve ser feito na gafieira, genial!

O Lado B do álbum, não poderia começar melhor. "Mambo Da Cantareira", composição de Barbosa da Silva e Eloi de Warthon, é um tema pra lá de dançante, a lamúria de um cidadão que mora em Niterói e viaja na cantareira todos dias pois trabalha em Madureira (quase 40Km de distância, rsrs), provavelmente deve ter sido de onde saiu o nome do álbum. Na sequência temos "E Daí?...", composição do genialíssimo Miguel Gustavo, que Wagner Tiso arranjou de forma magistral acrescentando o tema "Mora Na Filosofia", de Monsueto, como música incidental. Em seguida entra em campo a 'dona boa lá de Cascadura': Oróra, "Oróra Analfabeta", composição hilária de Gordurinha e Nascimento Gomes, fala da tal dona que é um espetáculo 'mas não sabe ler e nem tampouco escrever', rsrsrs, fantárrrdigo!!!!

O volume segue com mais duas composições, o bolero "Senhor Dos Sábados" de Macalé e Wally e "Bonéca Semiótica", de Macalé, Rogério Duarte, Duda e Ricardo Chacal, no arranjo Perinho Albuquerque faz uma citação de "Insensatez" de Tom Jobim, caiu como uma luva, ficou perfeito!

A conclusão do disco se dá com uma vinheta em off de "Dois Corações", música que na primeira faixa é apenas declamada, cantada por Lygia Macalé que encerra a 'mini-canção' com uma risada bem gostosa. O disco acaba e você já tem vontade de ouví-lo novamente...

"...O beijo é fósforo aceso, na palha seca do amor

Porém, foi teu desprezo que me fez compositor..."



Para Baixar e Sair Sacundindo: Jards Macalé - 1974 - Aprender a Nadar


Para Saber Mais: Bio 1 - Bio 2 - MySpace Jards 1 - MySpace Jards 2


Postado Por Marcel Cruz

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Postagem direto no seu email!


Faaala meus queridos(as), tudo bem com vocês?

Descobri um procedimento bem bacana (na verdade foi o Miltão, do "Acervinho", que me passou a letra) que faz com que a postagem quando feita vá direto pro seu email, é bem fácil, pra isto basta que vc cadastre seu email aqui (ou ali, coloquei o link na coluna direita bem no começo), aí segundo o que entendi toda vez que eu fizer uma postagem vocês poderão acompanhar na sua caixa de entrada, bacaninha não? Acho que é isso!

Ah! Lembrem de confirmar/ativar o cadastro clicando no link que receberão por email, se não fizerem isso não "fununça"! rsrs.

Abração e vamo que vamo que o som não pode parar!!!!


Marcel Cruz

"Sacundinbenblog: Um blog pra quem tem Sacundin!"

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Edy Star - ...Sweet Edy...

Edy Star: o maldito autêntico e destemido dono de si.

Sim conheci esse figurinha através dos Kavernistas e fiquei fã de cara, sendo assim, me senti na obrigação de colocar seu único álbum solo lançado em 1974. Infelizmente não tenho a ficha técnica do disco, o máximo que consegui foram as autorias das faixas que, segundo o que li, a maioria delas foram feitas especialmente para Edy.

O álbum conta com 13 faixas (14 com o bônus) onde desfilam compositores como Roberto e Erasmo Carlos (Claustrofobia), Gilberto Gil (Edyth Cooper), Caetano Veloso (O Conteúdo), Jorge Mautner (Olhos De Raposa), Getúlio Cortes (Coração Embalsamado), Moraes Moreira e Galvão (Para O Que Der Na Telha), Renato Piau e Sergio Natureza (Sweet Edy e Bem Entendido) e, entre outros, Lupicínio Rodrigues (Esses Moços). Os arranjos são excelentes com várias citações de outras músicas, muuuito bom!

O volume segue uma linha bastante eclética, que vai do samba-canção ao roquenrol, passando pelo mambo e pelo tango. Falando nisso, vou abrir um parênteses aqui, Edy talvez tenha sido um dos primeiros a misturar elementos de Maracatú com roquenrol, ver faixa bônus: "A Bem Da Verdade", mistura essa que só aconteceria pra valer 20 anos depois com o movimento do manguebeat.

Eu poderia falar um monte de coisas a respeito da carreira de Edy, mas isso seria repetir o que já foi dito e encher linguiça, para quem interessar deixei logo abaixo o link de uma entrevista com Edy. Nada melhor do que o próprio artista pra falar de si e de sua carreira. É isso aí Edy! rsrs


"...Eu sou divino, eu sou maravilhoso, e sou danado de gostoso e quem quiser venha provar... eu sou... Eeeedy Star!"



Para Baixar e Sair Sacundindo: Edy Star - 1974 - ...Sweet Edy...


Para Saber Mais: Entrevista com Edy Star - Blog Edy Star


Para Assistir e Sacundir: Edy Star Youtube


Postado Por Marcel Cruz

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Sociedade da Grã-Ordem Kavernista - Apresenta Sessão das 10

Já que mencionei esse álbum na postagem anterior não posso deixá-lo de fora dessa. A Sociedade da Grã-Ordem Kavernista foi uma reunião de candidatos a malditos que resultou num disco pra lá de tropicalista. Os Beatles, Frank Zappa e a Tropicália fundiram a cuca desse quarteto formado por Raul Seixas, Sérgio Sampaio, Edy Star e Miriam Batucada.

A empreitada/projeto foi encabeçada por Raulzito, que na época era o produtor da CBS. É um dos álbuns mais geniais da discografia de Raul, como sabemos, o único que manteve carreira de sucesso contínuo. Apesar dos créditos serem voltados para Raulzito o trabalho foi concebido em conjunto, com participação ativa de todos. Quase todas as composições são assinadas por Raul e Sérgio Sampaio, das 12 faixas apenas uma não leva a assinatura deles, "Soul Tabaroá" é da dupla Antonio Carlos e Jocafi.

O resultado não agradou muito a gravadora, que ignorou o álbum e nem sequer trabalhou a divulgação, ou seja, um álbum lançado por uma grande gravadora com tratamento de gravadora independente, o disco ficou jogado as traças vendeu pouquíssimo e hoje em dia a 1ª edição é coisa raríssima. Sei que existe uma 2ª edição em vinil mas que não manteve a contra capa original. Em 1995 foi reeditado em CD pela Rock Company e parece-me que em 2000 saiu pela Sony, mas mesmo assim em nenhuma dessas edições é fácil encontrar.

As canções são excelentes, e maioria delas são precedidas por vinhetas que dão todo um ar de irreverência para o disco. Tem roquenrol, baião, seresta, choro, samba de roda, sambão, soul, funk, iê iê iê e encontramos até uma onda meio caribenha em uma delas.

Álbum inegavelmente tropicalista, musicalmente tem todos os elementos, quanto a galera que fez a parada acontecer... infelizmente a ficha técnica se resume ao nome do quarteto e dos produtores, não sabemos quem são os músicos acompanhantes ou de quem são os arranjos. Aliás, essa é uma crítica que faço em relação aos lançamentos da CBS dessa época e de outras mais, total desdém com as fichas técnicas de seus lançamentos. Mas enfim, esse disco é foooooooooooda!!! Meu destaque vai para as incríveis "Eu Vou Botar Pra Ferver", "Quero Ir" e "Dr.Paxeco". Fui!


"...Formado, reformado, engomado um sorriso fabricado pela escola da ilusão..."




Para Baixar e Sair Sacundindo: Sociedade da Grã-Ordem Kavernista - 1971 - Sessão das 10


Para Saber Mais: Entrevista com Edy Star (box da página 4 fala sobre a "Sociedade" e seus integrantes)


Para Assistir e Sacundir: Êta Vida - Eu Vou Botar Pra Ferver - Dr. Paxeco - Quero Ir


Postado Por Marcel Cruz

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Sérgio Sampaio - Eu Quero É Botar Meu Bloco Na Rua

Na época que trabalhei em Rádio esse álbum caiu em minhas mãos e não dei muita importância, na verdade nem sequer me dei ao trabalho de ouví-lo na íntegra. Lembro que a gente programava três faixas dele para tocar das quais uma delas não me agradava muito, por isso não me empolguei em desbravá-lo, até porque essa capa me assustava um pouco, rsrsrs, parodiando Paulo Francis foi o tal do "...Não ouvi, não gostei!...". Que belo panaca eu, depois de muito tempo parei para ouvi-lo e que surpresa... Gostei demais do álbum!

Sim, o álbum tem uma veia brega, isso é inegável, achei bacana. Posso estar viajando, mas tem uma canção dele ("Eu Sou Aquele Que Disse") que me reporta ao "Perfect Day" de Lou Reed, faixa do genial "Transformer", quem conhece talvez faça a mesma relação, ou não, rsrs.

Reza a lenda que o álbum foi produzido por Raul Seixas, não posso afirmar pois não tenho a ficha técnica em mãos, mas de qualquer forma eles tinham laços de amizade bastante estreitos, tanto que a estréia de Sérgio em disco se dá no excelente "Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta Sessão das 10", álbum maldito inclusive pela própria gravadora, rsrsrs. Outra curiosidade que andei descobrindo é que ambos os discos, o do Sérgio e o da Grã-Ordem, tiveram pouquíssimas cópias vendidas, o de Sérgio não chegou a 5 mil cópias e foi considerado como fracasso comercial. Em compensação a crítica foi bastante calorosa, tanto que em outubro de 1973 Sérgio foi agraciado com o troféu imprensa da Tv Globo na categoria de "Artista Revelação".

O disco aqui focado é composto originalmente por 12 faixas, as quais acrescentei 6 bônus, todas de compactos lançados em 71 / 72 e 74 respectivamente. Ouvindo e re-ouvindo eu, sinceramente, tô gostando bastante desse álbum, tô até estranhando, rsrs. Eu ia destacar algumas, mas é mais fácil falar das que não gostei e como são só umas 4 vou deixar quieto.

Com relação aos compactos que acrescentei, num deles temos a versão original (1971) de "Côco Verde", arranjada por Ian Guest e que foi gravada por Dóris Monteiro em 1972 no álbum postado aqui, e uma outra canção bem curiosa feita em homenagem a Roberto Carlos chamada "Meu Pobre Blues", excelentes!!! É isso aí...

"...Eu me ligo é numa rede e num pé de côco verde, eu me amarro é na Tereza minha amiga irmã..."



Para Baixar e Sair Sacundindo: Sérgio Sampaio - 1973 - Eu Quero É Botar Meu Bloco Na Rua


Para Saber Mais: Site Tributo - Biografia


Para Assistir e Sacundir: Sergio Sampaio Phono 73 Eu quero é bora meu bloco na rua - Cala a Boca Zebedeu - Entrevista com Sergio Sampaio (siga as partes) - Documentário (siga es partes)


Postado Por Marcel Cruz

terça-feira, 11 de agosto de 2009

2 anos de Sacundin!!!

Hoje faz exatamente dois anos que comecei com o Sacundinbenblog e confesso que não acredito que a coisa ainda esteja rolando. Apesar das pausas e tudo o mais estamos aí firmes e fortes.

Nesse segundo ano fiz o possível pra manter a coisa acontecendo, mais uma vez quero agradecer a todos que acompanham o Sacundin, a todos que de certa forma me impulsionam a manter a chama acesa, meus sinceros agradecimentos pelos toques, trocas, críticas, elogios e tudo o mais que você leitor proporciona a mim nesse espaço.

Espero tê-los ao lado sempre e que nossa parceria seja eterna enquanto dure. Agradecimentos especiais a Magda Joele por estar junto a mim nessa, pois sem ela a estética do Sacundin seria um tantinho diferente. É isso aí e como eu sempre digo:

"Vamo que vamo que o som não pode parar!!!"

Muitíssimo obrigado a todos...

"Sacundinbenblog: Um Blog Pra Quem Tem Sacundin!!!"


Marcel Cruz

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Luiz Melodia - Pérola Negra


Malditos e mais malditos...
Você deve estar se perguntando: Mas... porquê malditos? O que fez ou faz um artista para ser considerado ou até mesmo jogado na (v)ala dos malditos? Quais seriam os critérios? E porque mesmo com essa alcunha esses artistas são cultuados? Por uma minoria é claro, mas são. Será que é apenas mais um rótulo para identificar um "novo produto"? Marketing? Ou de fato existe fundamentação plausível para isso.
Meus caros, essas perguntas também povoaram minha cabeça. Ainda mais quando soube que Luiz Melodia fazia parte do clã, porém, dentre os malditos creio deva ser o mais bendito deles. Mas vamos lá, pesquisando descobri que a alcunha "Malditos" foi criada no início dos anos 1970 (72/73) e era usada nos seguintes casos:
1º) Para artistas que se destacaram por fazerem um trabalho anti-comercial. (Melodia a meu ver não se encaixaria nesse preceito);
2º) Para os trabalhos de todos aqueles que produziam músicas que não costumavam tocar em rádio, e eram conhecidos por uma faixa restrita do público (se fôssemos tranferir para os dias atuais, a maldição teria tomado conta geral, rsrs);
3º) Para artistas que um dia fizeram parte de uma estética de vanguarda;
4º) E por fim, para artistas que de forma independente conseguiram realizar suas gravações e ainda assim ter uma projeçãozinha efêmera, porém, suficiente para criar um grupo de doidos iguais a eles que os cultuariam "ad aeternum".
Os anônimos mais famosos, e que talvez você nunca tenha ouvido falar na vida, são: Jards Macalé, Jorge Mautner, Walter Franco, Sergio Sampaio, Edy Star, Luiz Melodia, Tom Zé, Torquato Neto, Wally Salomão, Paulo Leminsk (esses três últimos na poesia musicada) e Itamar Assumpção.
Dentre todos os nomes que constam na lista dos malditos Tom Zé e Luiz Melodia foram os únicos que conquistaram um projeção consideravel. Se eu tivesse escrevendo esse texto em 1990 Tom Zé não estaria sendo citado, a guinada surpreendente que ocorreu na carreira de Tom Zé só aconteceu por que o doido, sempre eles, do David Byrne ("cabeça" dos TalkingHeads) , no início da década de 1990 trombou com um disco de Tom Zé e chapou, no mesmo instante entrou em contato com o artista e em 1992 lançou uma coletânea chamada "The Hips of Tradition - The Return of Tom Zé" com circulação internacional pelo seu selo LuakaBop. Resumindo, foi sorte, é claro que a qualidade da obra pesou, mas o caso a parte é realmente: Luiz Melodia.
Maledicências ou "benledicências" a parte, como os demais, Luiz Melodia é um gênio! O Negro Gato estreou em disco no ano de 1973 com esse volume excelente que não poderia ter melhor nome: Pérola Negra. A faixa título havia sido gravada por Gal em 1971 e o sucesso da composição foi a carta branca para que Luiz Melodia gravasse seu disco de estréia na Philips, dona do melhor cast da época.
O álbum teve como diretor de produção o competentíssimo Guilherme Araújo e como arranjadores Perinho Albuquerque e Arthur Verocai. Teve participação do Regional de Canhoto de Dominguinhos e de Damião Experiência.
Dez faixas compõem o elepê, todas assinadas por Luiz Melodia. Das 10 pelo menos 5, ou seja, metade, se tornaram bem conhecidas, são elas: "Estácio, Eu e Você", "Vale Quanto Pesa", "Estácio, Holy Estácio", "Pérola Negra" e "Magrelinha". Para um disco de estréia é um bom percentual não? rsrs. Pois é, mas apesar disso seu segundo elepê só sairia 3 anos depois. Bom... isso já é história pra outra postagem, por hora ficamos por aqui. Apreciem sem moderação!!!
Ah! A arte gráfica é genial!!!! Assinada por Rubens Maia.

"...se intere da coisa sem haver engano, Baby te amo nem sei se te amo..."


Para Baixar e Sair Sacundindo: Luiz Melodia - 1973 - Pérola Negra


Para Saber Mais: Homepage Luiz Melodia - Homepage Luiz Melodia Uol


Para Assistir e Sacundir: Pérola Negra - Mal Secreto (Música de Jards Macalé e Wally Salomão)


Postado Por Marcel Cruz

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Torquato Neto - Um Poeta Desfolha a Bandeira...

Outro elo entre tropicalistas e malditos. Torquato Neto, o poeta maldito.

Torquato foi uma das figuras chave no desenvolvimento da poética tropicalista, fez parte do seleto grupo desde o início, é dele a genialíssima letra de "Geléia Geral" musicada por Gil e de "Mamãe Coragem" musicada por Caetano, ambas para o álbum do movimento, no ano de 1968 só com Caetano e Gil tiveram bem umas 7 composições, a produção foi intensa. O álbum aqui presente se trata de uma coletânea póstuma lançada em 1985 pelo Centro de Cultura Alternativa Rio/Arte em parceria com a Secretaria de Cultura do Piauí. O volume teve a magra tiragem de apenas 2000 cópias, das quais uma se encontra em minhas mãos, rsrs.

Originalmente doze composições integram o álbum, é claro que não poderia me ater a apenas 12 faixas, por isso o arquivo que vocês terão acesso contém 7 faixas bônus. As datas das gravações vão de 1966 a 1973, infelizmente, ou felizmente, rsrs, nenhuma na voz de Torquato pela óbvia razão de Torquato não ser cantor.

Os intérpretes formam um time de primeira grandeza, temos Elis Regina em "Veleiro", Edu Lobo & Maria Bethânea em "Pra Dizer Adeus" e "Lua Nova", Nara Leão em "Vento De Maio" e "Deus Vos Salve Essa Casa Santa", Jards Macalé em "Let's Play That", Gal Costa em "Zabelê", "Mamãe, Coragem", "Três Da Madrugada", "Coisa Mais Linda Que Existe", "Minha Senhora" e "Nenhuma Dor", com Caetano Veloso temos "Ai de mim Copacabana" e com Gilberto Gil: "Louvação", "A Rua", "Marginália II", "Geléia Geral", "Todo Dia é Dia D" e "Domingou".

Torquato foi jornalista e multi artista, além de poeta e escritor atuou como protagonista do filme "Nosferato no Brasil" do cineasta Ivan Cardoso e dirigiu o filme "Terror Da Vermelha", isso pouco antes de partir pra outra. Nos links abaixo vocês terão mais detalhes.

Ah! E voltando ao disco, fiz a substituição de duas faixas que estavam no volume original, troquei "Louvação" que estava na interpretação de Elis e Jair Rodrigues pela de Gilberto Gil e "Pra Dizer Adeus" também com Elis troquei pela versão com Edu Lobo e Bethânea. E fim de papo!... Ta legal...

"Mamãe mamãe não chore, a vida é assim mesmo eu fui embora..."



Para Baixar e Sair Sacundindo: Torquato Neto - 1985 - Um Poeta Desfolha a Bandeira...


Para Saber Mais: Torquato Home Page - Fotos de Nosferato no Brasil - Biografia


Para Assistir e Sacundir: Torquato e o Cinema - Terror Da Vermelha - Trinta anos Sem Torquato - Nenhuma Dor (Com Gal)


Postado Por Marcel Cruz

domingo, 26 de julho de 2009

Jorge Mautner - Para Iluminar a Cidade

I'm baaaaaaaaack!!!! Depois de um, literalmente, longo e tenebroso inverno, estou aqui novamente, ainda não sei ao certo como será minha frequência de postagem, mas enfim, o que não pode acontecer é parar de vez. Então vamos lá, conforme o prometido na postagem anterior seguiremos com os denominados malditos da MPB.

Não farei aqui um pente fino na maldição mpbística existente, apenas pontuarei alguns nomes que me fazem, ou fizeram, a cabeça por algum tempo. Resumindo: muita gente vai ficar de fora.

O segundo nome que trago e que é uma espécie de ponte entre pós-tropicalismo e "malditismo" é o carioca, pra lá de doido , Jorge Mautner.
A aproximação de Mautner com os tropicalistas se deu em Londres nos idos de 1970, onde Caetano e Gil estavam exilados. A partir de então as amizades se estreitam e surgem parcerias musicais, ou seja, Mautner é agregado ao Clã.

O primeiro elepê de Mautner, foi lançado apenas em 1972 em edição pirata pela própria Philips/Phonogram, leia abaixo o trecho retirado do site de Jorge:


"1972: Lança o LP Para Iluminar a Cidade e o compacto Planeta dos Macacos, pelo selo Pirata, da Phonogram. O disco é lançado por um preço mais baixo que o de mercado, e as lojas começam a boicotá-lo. Assim, o selo Pirata deixa de existir, e o disco é retirado de circulação."


De fato, na capa original tem o preço de quinze cruzeiros (CR$ 15,00) prensado no canto superior direito. Este selo "Pirata" teve a vida curta de apenas dois álbuns: o de Jorge e o de Caetano e Gil (Barra69), este último sem o preço na capa.

A mim Jorge chegou, e não poderia ser de outra forma, através dos tropicalistas, foi ouvindo a composição "Vampiro" que Caetano Veloso gravou em 1979 que meu interesse 'mautneriano' cresceu, fui atrás e pra minha sorte o primeiro álbum que encontro foi justamente esse: "Para Iluminar a Cidade", edição original por excelentes R$15 (quinze reais), só atualizou a cifra, rsrs. Na época adorei o álbum, estava realmente deslumbrado, achei o máximo as composições "Quero Ser Locomotiva" e "Sapo Cururu", "Super Mulher", "Olhar Bestial", enfim, das 9 composições contidas no volume, consegui gostar de todas. Hoje reouvindo o disco pra postar já não achei tão genial assim, o que achei foi enfadonho e pra falar a verdade chato. Não sei dizer se foi meu estado de espírito ou se foi a maturidade inevitavelmente adquirada 12 anos após a primeira audição do disco ou simplesmente mudança de gosto, sei lá, rsrsrs.

De qualquer forma, não me restringi apenas a esse disco, os dois seguintes lançados respectivamente em 1974 e 1976, me fizeram a cabeça de montão na época que conheci, teve também, "Bomba de Estrelas" e "Árvore da Vida", sim eu fui um Mautnermaniaco. Fui em shows e até peguei autógrafos! rsrsrs.

E digo mais, tem coisas genialíssimas, vale a pena conhecer, minha opinião pode ser momentânea, quem sabe ao ouvir novamente volte aquilo tudo que aconteceu na primeira vez, ou não, como diria Caetano, rsrs.

Bom, to passando a bola, vamos ver o que vocês acham, espero que gostem desse tanto quanto já gostei. Pretendo postar mais os dois álbuns citados acima (74/76). Vamos ver, rsrsrs. Por hora é isso... Vamo que vamo que o som não pode parar!!!



Para Baixar e Sair Sacundindo: Jorge Mautner - 1972 - Para Iluminar a Cidade


Para Saber Mais: Jorge Mautner Homepage


Para Assistir e Sair Sacundindo: Clip não oficial de "Vampiro"(Versão de Caetano Veloso) - O Vampiro (com Jorge Mautner)



Postado Por Marcel Cruz


terça-feira, 23 de junho de 2009

Pausa

Queridos visitantes, desculpem minha ausência, não pensem que desisti do Sacundin não! Final de semestre, monografia, to trabalhando um monte, graças a Deus, e por isso o Sacundin está literalmente no "Pause", rsrs
Espero voltar logo. Para que vocês saibam quando voltei sugiro que optem por seguir o blog ali embaixo que ele avisa, é so se adicionar.

Abração e vamo que vamo que a vida não pode parar!!!

Marcel Cruz


quarta-feira, 3 de junho de 2009

Jards Macalé - Jards Macalé

Outro figurinha de extrema importância no âmbito tropicalista foi Jards Anet Da Silva, Jards Macalé ou apenas Macal, nome que Caetano invoca para solar em "Nine Out Of Ten" no LP Transa.

Até o episódio de "Gothan City" Macalé estava participando do movimento mais nos bastidores. A carreira fonográfica de Macal se dá apenas em 1970 com o lançamento de um compacto duplo que continha quatro faixas, esse compacto é bastante difícil de se conseguir em perfeito estado, na cópia que tenho tentei dar uma melhorada no som mas sinceramente ainda não fiquei satisfeito com o resultado, mas mesmo assim acrescentei essas faixas como material bônus do arquivo aqui presente.

Jards também tem um histórico de trilha sonora no cinema nacional, é dele as trilhas de "Macunaíma", do diretor Joaquim Pedro De Andrade, e de "Amuleto de Ogum", de Nelson Pereira Dos Santos. Neste, Jards também atua interpretando um músico cego que é o narrador da história.

Bom, a estréia de Jards em Long-Play solo se dá em 1972 e da melhor forma possível, Jards conta com ninguém menos que Tuti Moreno na Bateria e o genial Lanny Gordin, que junto com Macalé assume o Violão além de também ser o responsável pelo Baixo.

No repertório, composições escolhidas com bastante esmero. Não, infelizmente não temos nele a gravação de "Gothan City", aliás, pelo que se sabe essa composição nunca foi gravada por Jards, gostaria de saber o motivo. Mas enfim, o LP é composto por 9 faixas, no CD temos 11 pelo fato de que 2 vinhetas contidas entre as faixas estão separadas, ou seja, o resultado final acaba dando 11 faixas.

O álbum abre com a excelente "Farinha Do Desprezo" feita em parceria com Capinam, em seguida Jards canta quase que sem querer, como se fosse um lamento, o refrão de sua genial "Vapor Barato" feita em parceria com Waly Salomão e imortalizada por Gal Costa. A próxima é "Revendo Amigos", uma das que mais gosto, também feita em parceria com Waly. Recentemente essa música ganhou uma versão que ficou fantástica.

Mais duas e fechamos o Lado A, outra jóia ímpar também feita em parceria com Waly e imortalizada por Gal aparece agora na voz do compositor: "Mal Secreto", fenomenal!!! Acho essa composição ducaraaaaleo! Jards escolhe pra fechar a elegantíssima "78 Rotações"... grave um disco devagar... devagar quase parando um long play... Com as mãos frias mas com um coração queimando... . Parceria com Capinam. Excelente!

O Lado B abre com a melancólica "Movimento Dos Barcos", seguida pela não menos melancólica e excelente "Meu Amor Me Agarra e Geme e Treme e Chora e Mata", ambas feita em parceria com Capinam. O que entra em cena agora é o resultado da doida parceria entre Macalé e Torquato Neto: "Let's Play That", desafinando o coro dos contentes! rsrs.

Além de suas composições Macal escolheu duas composições 'alheias', uma do então novato Luiz Melodia, que entraria pro cenário fonográfico nacional no mesmo ano, "Farrapo Humano", e outra de Gilberto Gil chamada "A Morte". Fechando o álbum, temos outro hit em forma de vinheta, "Hotel Das Estrelas" parceria com Duda, gravada anteriormente por Gal em seu álbum 'LE-GAL'.

Como citei no começo do texto, acrescentei mais 4 faixas ao arquivo. Essas faixas são parte integrante do primeiro compacto lançado por Jards Macalé que tem como banda de apoio o grupo SOMA que entre outros tinha como integrantes Zé Rodrix e Naná Vasconcelos. As quatro composições são: "Soluços" de Jards, "O Crime" parceria com Capinam, "Só Morto(Burning Night)" - a mais fooooda! - e "Sem Essa"(regravada em 1977 no LP Contrastes), ambas em parceria com Duda.

Apesar de todo seu histórico e composições Macalé nunca se considerou tropicalista.

É isso aí, ele não, mas a gente considera! rsrsrs.

PS* Macalé é sim considerado, junto com Mautner, Itamar Assumpção e Luís Melodia, entre outros, como um dos "Malditos Da MPB". Já que é assim chegou a hora e a vez dos Malditos no Sacundin!!! O próximo será Jorge Mautner, esse sim maldito e tropicalista! rsrsrs.


"...E tudo o mais jogo num verso, intitulado mal secreto..."



Para Baixar e Sair Sacundindo: Jards Macalé - 1972 - Jards Macalé


Para Assistir e Sair Sacundindo: Macalé especial Torquato Neto 1977 - Macalé no Sem Frescura (Bate Papo com Pereio, Genial!!!!)


Para Saber Mais: Bio - Jards Macalé Homepage


Postado Por Marcel Cruz

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Sexta, Dia 24 de Abril - Prolongando o Dia de Jorge

Para todos aqueles que ficaram beeeeem afim de ir na primeira edição e não conseguiram, resolvemos fazer uma segunda do "Jorge23". Dia 23 de Abril é de fato dia de São Jorge, dia do nascimento de outro mestre da música brasileira: o imortal Pixinguinha! Esse fato foi o principal motivo para que no Dia 23 de Abril também se comemore o Dia Nacional do Chorinho.

Bom, esse discurso todo para avisar que optamos por prolongar essas comemorações todas fazendo o show "Jorge23" no dia 24 de Abril, ou melhor, nas 24h a mais que incluimos no 23, rsrsrs.

Ou seja, resumindo e confirmando: Próxima sexta dia 24 de Abril à partir das 22h no Jokers Pub Curitiba:

Samba Rock Sport Club apresenta: Jorge 23!

Afinal de contas tantos fatos importantes como estes merecem muito mais de 24h de comemorações!

Para maiores informações clique no Cartaz.


Postado Por Marcel Cruz

terça-feira, 31 de março de 2009

Antonio Carlos & Jocafi - Mudei De Idéia (Versão Sacundinbenblog)

Ta aí outro daqueles que surpreende do início ao fim, ecos de tropicalismo, samba-rock, funk e psicodelia explodindo em nossos ouvidos.

"Mudei De Idéia", álbum de estréia dos baianos Antônio Carlos & Jocafi, fez um estrondoso sucesso já de cara, o repertório do volume é composto por canções que se tornaram hits absolutos como "Você Abusou", talvez a composição que mais ganhou versões no mesmo ano, já cataloguei pelo menos 10 delas. Também se encontram no volume "Desacato" e "Mudei de Idéia", ambas, a exemplo de "Você Abusou", com inúmeras regravações. Paramos por aí? Sim e não.

Se quisermos levar em conta apenas os hits da dupla que povoou o ano de 1971, sim, pois além dos três citados acima temos ainda "Lúcia Esparadrapo", música composta especialmente para a personagem da atriz Dejenane Machado, na novela "O Cafona", a faixa fazia parte da trilha sonora da mesma e, até onde, sei não se encontra na discografia da dupla.

Se dependermos do conhecido pararíamos por aí, mas não, não podemos nos contentar com tão pouco, são as cerejas do bolo que mais me interessam, vamos até elas!

O álbum é composto por 12 faixas, tirando os três hits citados acima nos sobram ainda 9 faixas, é bastante raro encontrar a ficha técnica do disco, porém, recebi informações que afirmam a participação de ícones tropicalistas, como por exemplo Rogério Duprat, que segundo me disseram assina alguns arranjos, senão todos.

O Lado A é iniciado com a comentadíssima "Você Abusou", seguida de "Se Quiser Valer", funkeira ultra-violenta que conta com ninguém menos que Lanny Gordin pilotando as guitarras. A participação de Lanny permeia o disco todo. "Kabaluarê", faixa que segue, é mais uma que o gênio da "guita" faz brilhar, a composição é tão consistente que serviu, ou melhor, foi usada praticamente em sua totalidade como base de "Qual é?", música de Marcelo D2 lançada com estrondoso sucesso nos idos de 2003.

A próxima é um xote-baião com uma onda de samba-rock (eita porra!rsrsrs), "Conceição Da Praia", boa de se dançar. A psicodelia começa a dar as caras em "Hipnose", um funk genial que tem como intermezzo um baião encaixadinho de forma espetacular, a letra é uma viagem só. Fechando o Lado A temos a suingada faixa título, "Mudei De Idéia".

O Lado B sofreu uma leve alteração minha, dois dos temas contidos no volume original fiz o favor de substituir, porque meus caros... nada tinham a ver com as demais faixas. Uma delas parecia a dupla "Leandro & Leonardo" cantando, ninguém merece! A outra era uma toada meio xote, meio sei lá o que, quem tiver curiosidade procure por aí, rsrsrs, mas vou logo adiantando que não estão perdendo nada, porque a substituição, modestia a parte, foi de gala. Bom, então vamos lá.

A abertura do Lado B se dá com "Desacato", um samba com caráter de partido alto dado pela cuiquinha bem marcada e uma orquestração de cordas na medida exata. A próxima, "Quem Vem Lá", inicia com a guita de Lanny, que vem furando nossos ouvidos e logo recebe o acompanhamento da massa sonora de órgão, metais, batera e percussão, porrada desnorteadora, trilha de filme; o arranjo me lembra Chiquinho de Moraes, não duvido que seja dele.

Temos agora a primeira substituição, saiu "Nord West" e entrou a excelênte "Simbarerê", faixa contida originalmente no segundo disco deles, "...A Cada Segundo", álbum de 1972, dessa sim temos a informação exata do arranjador. Melhor impossível! Dom Salvador foi o responsável pela roupagem, concepção simplesmente genial, é só o que tenho a dizer. A faixa que segue é o excelente samba-rock "Morte Do Amor", música e letra fenomenais, Jorge Ben deve ter ficado orgulhoso pela nítida influência. Mais uma funkera psicodélica entra em cena, agora temos "Deus Nos Salve", faixa que ganhou um arranjo de metais muuuito, mas muito fuderoso, a letra não fica pra traz e acompanha a psicodelia vigente. A segunda substituição foi da faixa que fecharia o volume, saiu "Bonita" e entra o surpreendente funk "Xamego de Iná", essa música ganhou uma versão do Trio Mocotó com um solo de cuíca inacreditável, a que temos aqui foi retirada do terceiro álbum da dupla. Com ela concluimos o volume, sinceramente fiquei orgulhoso com as alterações, rsrsrsrs.

É claro que uma pérola dessas não pode deixar de ter material bônus incluído. Acrescentei a funkeadíssima "Lúcia Esparadrapo", na interpretação de Betinho e um vídeo que mostra Elis Regina e a dupla interpretando um pout-porri com as famosas "Lúcia Esparadrapo", "Você Abusou", "Mudei De Idéia" e "Desacato", ultramegathunder-fantástico!!! É isso aí...


"...Estou aqui em nome da tristeza, dando a certeza de que o amor morreu..."

Ah! Caso alguém tenha a ficha técnica do LP me passe se possível, desde já deixo meus agradecimentos. Valeu!


Para Baixar e Sair Sacundindo: Antonio Carlos & Jocafi - 1971 - Mudei De Idéia (Versão Sacundinbenblog)


Para Saber Mais: Biografia Antonio Carlos & Jocafi


Para Assistir e Sair Sacundindo: Elis Regina e Antonio Carlos & Jocafi - Xamego De Iná Com Trio Mocotó

Postado Por Marcel Cruz

segunda-feira, 30 de março de 2009

Na Cola Do Sacundin!

Agora quem quiser acompanhar o Blog é só se inscrever ali embaixo (no lado direito) e pronto vai ficar na cola do Sacundin, fácil, fácil. Se preferirem podem receber os SacundinbenFeeds também, fica a critério de vocês, acho que é isso.


Abração e Boas Vindas! rsrs

Ah! No dia 14 de Novembro de 2008 saiu uma matéria no ESTADÃO sobre blogs e o Sacundin foi citado, fiquei realmente lisonjeado com isso. Para quem quiser ler a matéria o link é esse aí:



Marcel Cruz

sexta-feira, 27 de março de 2009

Os Mutantes - Jardim Elétrico

Muito bem! 1971 é isso aí! rsrsrs. Quarto disco de carreira, retorno de uma turnê de sucesso pela França, um álbum gravado por lá (que, creio eles não sabiam, só chegaria nas mãos do público em 1999, quase 30 anos depois!). Mas nem tudo eram flores, o casal Rita /Arnaldo já não estavam lá muito bem.

Musicalmente o álbum tem tanta maturidade quanto os anteriores, temas consistentes, arranjos excelentes, ora próprios, ora com dedinhos de Duprat, com Arnolpho Lima (Liminha) e Ronaldo Paes Leme efetivados na banda de fato, o trio tornou-se oficialmente quinteto.

O repertório é genial! Onze composições dentre as quais, duas ("Top Top" e "Lady, Lady") também levam a assinatura de Liminha, Liminha, rsrsrs. O volume tem ainda uma versão em inglês feita por eles para "Baby", de Caetano Veloso. As demais são todas assinadas somente pelo trio.

O Lado A abre com a excelênte "Top Top", hit absoluto criado a partir de um jargão, marca registrada de Fradinho, personagem criado pelo cartunista Henfil e bastante famoso na época. Em seguida temos o tema "Benvinda", balada ultra-romântica nos moldes das criações de 'Tim Maia', a referência é tão latente na composição que a contra-capa do Lp traz uma curiosa observação/aviso: " *Qualquer semelhança com Tim Maia é mera coincidência", o arranjo de cordas feito por Duprat intensifica ainda mais o romantismo da canção.

"Tecnicolor", tema que vem logo depois, tem a letra em inglês que, entre outras coisas, fala de uma viagem num trem multicolorido, a melodia é genial. A próxima é a 'chicana' "El Justiciero", o clima mariachi invade nossos ouvidos e é fácil visualizar aqueles faroestes que se passam no México, a tiração de onda no início com o 'Once upon a time...' é excelente!

O álbum como um todo é cheio de baladas e a que segue é uma das melhores "It's Very Nice Pra Xuxu", só pelo nome já vale ser ouvida, sem contar que a interpretação que Arnaldo Baptista faz é ímpar. Seguindo o tom de irreverência vem o desabafo 'lava alma' de "Portugal De Navio", nome que foneticamente guarda bastante semelhança com nosso corriqueiro '...Vá pá Púuuu...rtugal de Navio...' ops! Não posso baixar o nível aqui, rsrsrs. Com essa concluímos o Lado A do bolachão.

O Lado B inicia com outra balada, "Virgínia", relacionamento ou o fim de um é a temática dessa canção, poesia pura. Seguindo temos os dois temas mais 'rock'n'roll' do álbum: "Jardim Elétrico", faixa psicodélica que dá nome ao volume e a não menos psicodélica "Saravá". Na verdade, entre elas temos, a meu ver, uma das mais geniais do grupo: "Lady, Lady", talvez a composição mais Beatles que os Mutantes já fizeram, música e letra fantásticas. Fechando o Lado B, e o álbum como um todo, temos a já citada "Baby" de Caetano Veloso que recebeu letra em inglês do trio, ficou perfeita!

A arte gráfica do álbum ficou a cargo de Alan Voss, gênio dos quadrinhos e das ilustrações. O traço inconfundível de Alan Voss e a psicodelia do enredo da capa dão o toque final pro disco transformando-o num conjunto conceitual perfeito, aparência e conteúdo caminhando no mesmo patamar. Acho que é isso...


"...Tudo lembra nossas vidas, Nossas noites de ilusão, Suas roupas estão vazias, Lady ainda estou aqui..."



Para Baixar e Sair Sacundindo: Os Mutantes - 1971 - Jardim Elétrico


Para Saber Mais: Alan Voss - Fradim Henfil



Postado Por Marcel Cruz

segunda-feira, 23 de março de 2009

Uuuufa!!! Não é pra tanto... Salvo pelo messias, rsrsrs. Se você não é um Hacker ou Cracker então não tem com que se preocupar

Esse papo de Lei Azeredo me deixou encucado e pesquisando melhor a respeito descobri o que precisava descobrir com relação a troca de arquivos, vejam:

"Tem-se dito que a troca de arquivos por meio da internet (redes p2p, torrent etc.) estaria criminalizada pelo projeto. Não é verdade, graças às emendas apresentadas pelo Senador Aloizio Mercadante.

Na redação antiga, havia margem para a criminalização, sim, graças à redação confusa do art. 285-B. No texto aprovado, fica claro que a troca consensual de dados não é crime. Crime é a invasão de um sistema para surrupiar arquivos; o compartilhamento consensual, no máximo, viola o direito autoral, regulado pela Lei nº 9.610/98, que não tem nada a ver com o projeto em discussão."

O trecho foi retirado de um artigo publicado no Blog da Luciana Monte, com um texto excelente ela esclarece em que pé estão os tramites em torno da lei. Se tiver tempo vale a pena lê-lo na íntegra.

To deixando aqui embaixo alguns links dos Textos do Projeto, dos três links apenas o primeiro é que ta valendo, os dois últimos coloquei somente a título de curiosidade.

É isso aí, nada de Juízo Final, rsrsrsrs. Iuhuuuuuu!!!


Para Saber Mais o Sacundin indica: Última versão do Projeto - Resumo Do Texto antigo do Projeto de Lei - Projeto De Lei (Versão Primeira) Na Íntegra


Postado Por Marcel Cruz

quarta-feira, 11 de março de 2009

Os Novos Bahianos - Novos Bahianos + Baby Consuelo No Final Do Juízo

Em 1971 "Os Novos Bahianos", começam a aparecer pra valer, desde a gravação do álbum de estréia eles acabaram fazendo parte de vários "eventos" como festivais, participações em discos e shows de outros artistas. Uma das grandes contribuições para carreira deles foi a gravação de Gal para "Dê Um Rolê", composição incluida no repertório do show "- FA - TAL -", que mais tarde foi transformado em disco. A composição feita por Moraes e Galvão, mentores do grupo, teve gravação registrada pelos Novos Bahianos no mesmo período e foi lançada apenas em compacto, compacto que até certo tempo era extremamente obscuro e dificílimo de se conseguir. Algumas vezes tive a oportunidade de ter em mãos essa "pílula de vinil", porém, não passava disso pois em todos os casos o preço era exorbitante.

O compacto saiu pela Philips e contém 4 faixas. Além de "Dê Um Rolê", temos também: "Você me Dá Um Disco?", pareceria de Moraes, Galvão e Pepeu Gomes no Lado A, e no Lado B mais duas também assinadas por Moraes e Galvão: "Caminho De Pedro" e a excelente "Risque". O pequeno volume ainda conta com a participação do grupo, recém-formado, "A Côr Do Som" do qual faziam parte os "The Leif's", Pepeu Gomes (Guitarra) e Jorginho Gomes (Bateria) mais Dadi (Baixo), Baixinho e Bolacha (Percussão). Mais tarde o "A Côr Do Som" se oficializaria de fato com outra formação, mas isso parece-me que só em 1977.

A arte gráfica é um caso a parte. A relação da imagem de Jesus Cristo com o juízo final é inevitável, mas alto lá, o trocadilho não poderia ser melhor, pois o nome do disco não é juízo final e sim "Final Do Juízo", conotação de uma familiar loucura que aflorava naquele começo de década. A letra ajuda a direcionar a atenção apocaliptica com um "...Olhe, entre no fim do Final Do Juízo, de vida inteira, de inteira vida, mas pelo menos risque, de seu caderno-céu, de seu caderno-inferno...", muuuuuito bom!!! Acho genial e ao mesmo tempo pra lá de estranha, rsrsrs. Bom, loucuras e viagens a parte é um "disquinho", indispensável.


"...Não se assuste pessoa! Se eu lhe disser que a vida é boa..."



Para Baixar e Sair Sacundindo: Os Novos Bahianos - 1971 - Novos Bahianos + Baby Consuelo No Final Do Juízo


Postado Por Marcel Cruz

sábado, 7 de março de 2009

Gal Costa - FA - TAL - Gal a Todo Vapor (Show Gravado Ao Vivo)

De fato um álbum -FA-TAL-, Gal Costa na sua melhor forma. O disco é fruto da turnê do LE-GAL, álbum lançado em 1970. O Lp saiu em versão dupla e contou com a arte gráfica de Luciano e Oscar Ramos que fizeram bonito.

O show teve como diretor musical, arranjador e instrumentista o guitarrista Lanny Gordin. Quem completou o time que apóia Gal foram: Novelli no baixo, Jorginho Gomes na bateria e, na tumbadora, Baixinho. Além desses, em 7 das 19 faixas, temos a participação de Pepeu Gomes também na guitarra.

O repertório do álbum é composto por 19 faixas, 8 regravações e 11 "inéditas" na voz de Gal. Aqui, Gal assume o violão e se acompanha nas 9 primeiras faixas. Apenas voz e violão, na edição em vinil é o Disco 1 inteiro. Durante o curso das faixas Gal comete alguns errinhos que dão um charme todo especial pro disco, como por exemplo na segunda vez que ela canta "Fruta Gogóia", tema do folclore baiano, o violão bate no microfone, ela ri e larga um: "- Acontece...", o público não consegue deixar de rir junto.

A banda entra na metade de "Vapor Barato", nona faixa, e segue até o fim do álbum, no vinil é metade da última faixa do Disco 1 e Disco 2 inteiro. Gal larga o violão e sai da postura Bossa Nova para incorporar a Gal "roquenrou". O repertório segue na mesma direção.

Entre as 10 faixas seguintes temos as composições: "Dê Um Rolê", dos novatos Moraes Moreira e Galvão e "Pérola Negra", música de um compositor que começava a despontar no meio e que, inevitavelmente, faria sucesso: Luiz Melodia. O disco continua num crescendo fenomenal com músicas integrantes do álbum anterior (LE-GAL), que ao vivo ganham ainda mais visceralidade. Gal fecha o volume com "Chuva, Suor e Cerveja", sucesso de Caetano lançado no mesmo período e "Luz Do Sol", composição de Carlos Pinto e Waly Salomão, uma das mais legais do álbum. Acho que é isso...

"...E tudo mais jogo num verso, intitulado Mal Secreto..."



Para Baixar e Sair Sacundindo: Gal Costa - 1971 - FA - TAL - Gal a Todo Vapor (Show Gravado Ao Vivo)


Para Ver e Sair Sacundindo: Mal Secreto - Gal 1970/ 1971


Postado Por Marcel Cruz

terça-feira, 3 de março de 2009

Caetano Veloso - Caetano Veloso 1971

Eu gostaria muito de ter postado o álbum do Duprat, "Brasil Ano 2000", trilha do filme homônimo, lançado em 1969/1970, mas não o tenho e tampouco conheço quem o tenha. Sendo assim fechamos o ano de 1970 e mais um ano se inicia, 1971!

Como no ano de 1970 Caetano não teve nenhum lançamento fonográfico, escolhi ele pra fazer as honras da casa e para, declaradamente, começarmos este "71", ano que já é considerado como pós-tropicalista. Digo declaradamente porque o Gil do mesmo ano já esta por aqui faz um bom tempo, da mesma forma que Erasmo Carlos com seu "Carlos... Erasmo", albúm ultra-tropicalista. Mas enfim, isso não isenta Caetano de ser o início do 71 tropicalista, rsrsrs.

Em 1971 o baiano não estava lá muito alegre, pelo contrário, a melancolia se apossou de Caetano e fez morada. A saudade e a sensação de estar como peixe fora d'água são alguns dos reflexos facilmente identificáveis no seu álbum de estréia em solo estangeiro. Lançado pelo selo londrino "FAMOUS", da Paramount Records, o álbum contém 7 faixas, 5 assinadas apenas por Caetano, 1 em parceria com Gilberto Gil ("In The Hot Sun Of a Christmas Day", talvez a mais foda do disco, tem um climão, uma melodia e um arranjo de cordas e flautas geniais), e a última é uma releitura do clássico "Asa Branca", composição de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, a versão apresentada dura mais de 7 minutos e é pra lá de deprê.

As 5 faixas que Caetano assina sozinho são: "A Little More Blue", faixa que abre o disco e que foi a primeira composição de Caetano em solo inglês, em seguida temos a também clássica "London, London", gravada um ano antes por Gal Costa no seu álbum "LE-GAL", e regravada nos anos 80 pelo RPM que criou uma versão horrível e absurdamente brega pra ela, vamos e venhamos, ninguém merece o Paulo Ricardo, rsrsrs. Continuando a sequência o que nos chega é "Maria Bethânea", composição feita em homenagem a sua irmã, a linha de baixo que inicia a faixa e o refrão são excelentes. A próxima faixa, Caetano dedicou a artista plástica brasileira Lygia Clark, "If You Hold a Stone", nela Caetano faz um 'mix' com "Marinheiro Só", intercalando ambas as letras, o resultado é bem bacana.

Fechando o repertório do disco temos "Shoot Me Dead", composição que teve como base para a letras alguns ditos populares ou provérbios, a melodia e o arranjo são beeem legais e de tão pra cima chega a destoar do conjunto. Muuuuuito boa! rsrsrs. Acho que é isso!

"...But today, but today, but today, I don't know why, I feel a little more blue than then..."



Para Baixar e Sair Sacundindo: Caetano Veloso - 1971 - Caetano Veloso (Famous)


Para Saber Mais: Sobre o álbum


Postado Por Marcel Cruz