quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Lack Of Afro - Press On

Mais uma feliz descoberta esse ano! Lack Of Afro é uma das coisas mais legais que ouvi ultimamente, indicação de Renato Larini (um de meus mentores culturais), me caiu aos ouvidos e grudou de maneira que por esses dias virou fixação, não escuto outra coisa. Dando uma pesquisada a respeito encontrei algumas informação que compartilho com vocês agora.

"Lack Of Afro" é um projeto do Dj e multi-instrumentista Adam Gibonns. Esse é seu álbum de estréia e foi lançado em 2007, (vejam só nasceu junto com o sacundin!). A crítica acolheu o trabalho e teceu inúmeros elogios apostando em Gibonns como uma das promessas do funk moderno, o que estão chamando de 'New School'. Ainda não pesquisei muito a respeito dessa nova escola, mas o fato é que o figurinha sabe manipular o material sonoro com extremo bom gosto, todos os elementos contidos no álbum nos deixa claro o esmero de Gibbons com sua obra.

O volume é composto por uma vinheta de abertura e 11 faixas que são pancadarias das grandes, excelente de ouvir, timbrera, grooves, fooooooda demais. Eu estava com a pretenção de destacar algumas faixas chamando a atenção para as mesmas, mas ouvindo uma a uma achei praticamente impossível. Escutem e vocês entenderam minha dificuldade, sem brincadeira é um disco genial de fio a pavio.

Confiram e se possível comentem. É isso aí vamo que vamo!!!

Ah! A arte gráfica é outra parada que achei genialíssima! Fui!



Para Baixar e Sair Sacundindo: Lack Of Afro - 2007 - Press On


Para Saber Mais: Homepage Lack - MySpace


Para Assistir e Sacundir: Roderigo - Together at Last


Postado Por Marcel Cruz

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

3 Aninhos de Sacundin! Que venham os outros!!!

É isso aí meus queridos leitores, exatamente hoje dia 11 de Agosto de 2010 o Sacundinbenblog completa seu terceiro ano!

Quero agradecer a todos vocês que estiveram comigo nessa jornada, obrigado pelos comentários, pelas críticas, pelos elogios, enfim, obrigado por manterem essa chama acesa, pois é graças a vocês que o blog continua sacundindo, é isso aí!!! Um megaultrathunder obrigado a todos e como eu sempre digo...

"Vamo que vamo que o som não pode parar!!!"

Abração a todos e mais uma vez meu muitíssimo obrigado!!! Uhullll!!!!


Marcel Cruz

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

The Budos Band - The Budos Band III

Definitivamente o melhor de todos!!! Desde que o arquivo caiu nas minhas mãos e ouvidos não escuto outra coisa! Eles se superaram e demonstram nesse trabalho a mais alta maturidade musical, tudo perfeitamente coerente e bem concebido.

Vou aproveitar essa postagem para falar um pouco a respeito da formação do Budos já que nas anteriores deixei passar. O Budos Band segundo o Myspace atualmente é formado por 12 integrantes, (apesar de na foto aparecerem apenas 10, e nos videos abaixo estarem em 11, rs) divididos em quatro setores por assim dizer: Nos metais temos dois Saxofonistas/Flautistas (um tenor e um barítono) e dois trumpetistas. Nas cordas: um guitarrista e um baixista, nos teclados: um organista. Na sessão ritmica temos 5 integrantes divididos em 2 congueiros, um clavista, um batera e um ritmista responsável pelo shakerê. A alquimia resultante dessa formação é extremamente peculiar, uma combinação de timbres que deu muito certo.

O guitarrista do Budos, Thomas Brenneck, também faz parte dos Dap-Kings banda que acompanha a cantora Sharon Jones, faz parte da banda que acompanha Amy Winehouse e tem ainda um projeto, lançado em disco no ano de 2008, que conta com a participação de outros dos integrantes do Budos, do Dap-Kings, do Antibalas e do El Michels Affair: O Menahan Street Band.

Esse terceiro álbum do Budos é composto por 11 faixas todas com identidade peculiar e que continuam fazendo referencia aos pais que claramente influenciaram o som da banda como Mulato Astatke e Fela Kuti, o novo elemento do caldeirão 'Budosiano' é a inevitável influência Beatles que demonstram numa releitura/homenagem genial de um tema do quarteto renomeado como "Reppirt Yad". Alguém aí consegue matar a charada de que tema é esse? Ouvindo fica evidente, mas mesmo assim vale a pena desvendar a brincadeira que eles conceberam, por isso não discorrerei mais a respeito, descubram sozinhos! rsrsrs.

O link de video que deixo ali embaixo tem que obrigatóriamente ser assistido, foda demais!!!! é isso aí, boa diversão!!!



Para Baixar e Sair Sacundindo: The Budos Band - 2010 - The Budos Band III


Para Saber Mais: MySpace


Para Assistir e Sacundir: The Budos Band


Postado Por Marcel Cruz

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Hypnotic Brass Ensemble - The Heritage

Eu não sou muito adepto de colocar lançamentos aqui no Sacundin até porque o blog não tem esse caráter mas meus queridos sempre existem as exceções e eu não posso deixar de compartilhar isso com vocês! Fresquinho aqui está o mais recente lançamento do HBE. Como era de se esperar... Genial!!!

O EP é composto por 5 faixas que seguem os mesmo moldes das composições anteriores do HBE. Melodias vigorosas e grooves potentes, espero que gostem porque eu já to chapando demais nesse EP. Uhullll!!! rs

Abração e vamo que vamo que o som não pode parar!!!

PS* A outra exceção é o The Budos Band, nossa próxima postagem!

PSS* Agracecimentos especialíssimos ao Fabiano Scodeler Pereira que nos presenteou com esse arquivo, valeu doido!!!


Para Baixar e Sair Sacundindo: HBE - 2010 - The Heritage



Para Saber Mais, Assistir e Sacundir: ChoiceCuts Presents Hypnotic Brass Ensemble

Postado Por Marcel Cruz

terça-feira, 27 de julho de 2010

Trio Mocotó - Trio Mocotó

Já que por acaso acabamos retornando ao Samba-Rock vou aproveitar para preencher uma lacuna que tem no Sacundin. Estava faltando aqui um disco solo do Trio que é formado pelos, segundo Jorge Ben, criadores da batida do Samba-Rock.

Formado por Fritz Escovão (Voz e cuíca), João Parahiba (Bateria, Timba e voz) e Nereu (Pandeiro e Voz) o Trio Mocotó apareceu pela primeira vez para o grande público em 1969 acompanhando Jorge Ben no IV Festival Internacional Da Canção, aí foi paixão logo na primeira aparição! Ganharam o público de prima. Esse é o segundo álbum deles lançado em 1973, antes dele temos um compacto lançado pelo Jornal O Pasquim em 1970 e um Lp lançado pelo selo Forma (este ainda não consegui com o áudio em uma qualidade boa por isso pulei, assim que conseguir coloco aqui), fora isso tiveram participações em álbuns de Jorge Ben, Chico Buarque, Toquinho, Vinícius e Marilia Medalha.

Lançado pelo selo RGE em 1973 o álbum aqui presente é composto por 12 faixas. Diferente do primeiro em que só constavam releituras no repertório, este chega com 4 composições assinadas por integrantes do trio a começar por "Desapareça" tema suingadíssimo de Fritz Escovão que assina mas dois dos temas: "Não vá embora" e "Desculpe". O último tema 'original' é de Nereu: "Swinga Sambaby", essa foi regravada em 2001 no disco de retorno do Trio, retorno porque eles gravaram outro disco em 1975 e só foram gravar novamente 26 anos depois com a redescoberta do grupo.

Completam o volume composições de autores como Carlinhos Vergueiro (Nó na Garganta), Mutinho e Itiberê ("Vem Cá" e "Tô Por Fora Da Jogada"), Roberto e Erasmo Carlos (Samba da Preguiça) e entre outros não poderia faltar Jorge Ben (Palomaris). A faixa que fecha o álbum é um tema instrumental famoso de Burt Bacharach: "Raindrops Keep Falling on My Head" que na versão do Trio recebeu o nome de "Gotas De Chuva Na Minha Cuíca", Fritz faz a cuíquinha chorar nessa releitura genial do tema.

Além do Trio participam do álbum outros músicos. São eles: Amilson Godoy (Piano), Olmir Stockler (Guitarra), Itiberê Zwarg (Baixo), Ricardo Canto (Baixo) e Bira (Percussão). A empreitada contou ainda com 4 arranjadores: Rogério Duprat, Waldomiro Lemke, Sérgio Carvalho e João Carlos Pegoraro. É uma pena não ter a especificação de quem arranjou o que, mas tenho quase certeza de que o arranjo de "Nó Na Garganta" é de Duprat.

A capa foi desenhada por Albery, o mesmo que fez a capa do Jorge de 1969. Acho que é isso... então...

"Swinga sambaby swinga!!!!"

PS* Ah!!! Achei um especial que eles gravaram na TV Cultura em 1971, bem na época do lançamento do primeiro disco, ali já aparecem algumas músicas que foram gravadas nesse segundo álbum aqui, se tiverem com tempo vale muito a pena ver, os links estão na seqüência. Agora sim!...

"Swinga sambaby swinga!!!!" rsrs



Para Baixar e Sair sacundindo: Trio Mocotó - 1973 - Trio Mocotó


Para Saber Mais: Bio 1 - Bio 2 - Bio 3 - MySpace


Para Assistir e Sacundir: Especial TV Cultura 1971 - Parte 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - Final


Postado Por Marcel Cruz

terça-feira, 20 de julho de 2010

Daniel Salinas - Paz Amor e... Samba

Versatilidade! Analisando o conjunto da obra talvez seja essa a palavra que melhor traduza Daniel Salinas, sim, ele é realmente O CARA! Através do Sacundin consegui entrar em contato com pessoas próximas dele, que me forneceram informações interessantíssimas, e estou prestes a falar com o figurinha pessoalmente! Que honra a minha!

Salinas não é pseudônimo de Sergio Sá, Salinas é ele mesmo e sempre o foi, fosse o trabalho que fosse nunca usou o artifício do codinome, assinou tudo o que fez, e olha meus queridos que o homem fez coisas hein!

Coincidentemente hoje 20 de Julho ele está completando 75 anos! Dos quais praticamente 65 dedicados a música. Salinas é fruto de famíla de músicos, pai, mãe e irmãos que dominavam a arte musical, ou seja, não teria como Daniel escapar, e que bom que não escapou! Ao longo desses anos Daniel arranjou mais de mil obras musicais, não tenho esses dados exatos mas pelo pelo seu histórico discográfico a coisa deve estar por aí mesmo (ou pode ser bem mais).

O álbum que trago agora foi lançado em 1972 pela Copacabana, selo que tinha em seu casting artistas de primeira como Elizeth Cardoso e o também maestro Portinho, só para citar alguns. Aproveito para deixar aqui meus agradecimentos para o blog Toque Musical (foi dele que baixei e estou re-postando aqui para vocês).

Bom, ainda não tenho a ficha técnica do álbum, pretendo consegui-la na conversa que terei com o Maestro. De mais a mais o álbum é composto por 12 releituras de temas que se tornaram ou já eram clássicos na época. O álbum como um todo tem um caráter bem samba-rock, rítmo em voga naquele período.

A faixa de abertura é uma composição de Jorge Ben que havia sido gravada um ano antes pelos Originais do Samba: "Tenha Fé, Que Amanhã Um Lindo Dia Vai Nascer", o que segue é um rosário de clássicos que só ouvindo pra ter idéia. Outras que merecem destaque são: "A morte do Amor" de Antonio Carlos e Jocafi, o sambafoxé "Implorar" de Kid Pepe, Augusto e Gaspar e, a clássica: "A Saudade Mata a Gente", de João de Barro e Antonio Almeida que Salinas transformou num funk cheio de sacundin!

Ah! Prestem bem atenção em todas as introduções compostas por Salinas, uma mais genial que a outra. Então é isso, chega desse meu papinho e vambora ouvir essa pérola genialzinha!


"Fica aqui os parabéns do Sacundinbenblog para o incomparável Maestro Daniel Salinas! Vida longa e muita saúde maestro!!!" Abração!!! E obrigado por todo esse som!!!




Para Baixar e Sair Sacundindo: Daniel Salinas - 1972 - Paz, Amor e... Samba


Postado Por Marcel Cruz

PS* Queridos leitores espero atualizar esse texto em breve! Fiquem atentos (Abração, fui!) rs.


sexta-feira, 9 de julho de 2010

Téo Azevedo - Grito Selvagem

É isso aí! Estou de volta, e chegando com tudo! rsrs.

Dando continuidade aos garimpos musicais a procura de trabalhos do maestro Salinas, que foi foco da nossa postagem anterior, me deparei com essa obra genial.

"Grito Selvagem": álbum de estréia de Téo Azevedo, que conta com a assinatura do enigmático maestro em todos os arranjos e... rapeizes!... Que pancadaria! Samba-Rock de primeira!!! Aliás samba-rockafoxéfunkbaião tudo muito bem misturado, a parada é repleta de sacundin!

São 10 faixas, uma melhor que a outra e entre elas apenas uma releitura: "Mané João" de Roberto e Erasmo Carlos, que ficou bacaníssima, as 9 restantes são todas de Teo e seus parceiros. O lado curioso dessa história é que esse é um disco impar na carreira de Téo Azevedo, pois quem conhece apenas seus discos posteriores nem de longe diria que esse álbum foi feito por ele, pouco tem a ver com o que veio depois. Sinceramente lamento muito, a pegada que tem nesse disco é genial! Talvez isso deva-se ao fato de termos Salinas na empreitada. Salinas além de assinar os arranjos também participa como músico. Outra participação especial é a do Evandro e seu Regional. Na ficha técnica vemos alguns nomes que também figuram no álbum de Salinas.

Eu ia destacar uma ou outra faixa mas, além da preguiça (rsrs), seria injusto o disco é realmente muito foda, vale a pena de cabo a rabo. Então é isso, chega de enrolação! Salve Téo e salve Salinas!!!! Uhullll!!!!


"...Vá pentear macaco que eu não gosto de puxa-sa-a-co..."

Excelente! rsrsrs




Para Baixar e Sair Sacundindo: Téo Azevedo - 1974 - Grito Selvagem


Para Saber Mais: Biografia 1 - Biografia 2


Postado Por Marcel Cruz

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Não abandonei o Sacundin não!

Queridos leitores desculpem minha ausência, logo logo estarei de volta. Abraços e vamo que vamo...

Marcel Cruz

domingo, 13 de junho de 2010

Daniel Salinas - Atlantis

Há algum tempo eu mencionei aqui uma coletânea de Soul e Funk lançada pela Charly Records e falei que através dela conheci vários artistas geniais. Falei de Marlena Shaw, Rotary Connection e Terry Callier. Mas dentro do repertório que o álbum me apresentou ficou faltando um som que realmente me pegou e que acabei deixando passar batido, agora venho me reparar de tal falha. Estou falando do genial Daniel Salinas.

Salinas foi um dos importantes arranjadores da turma da Jovem Guarda, e mesmo tendo assinado vários trabalhos, pouquíssimo se sabe a seu respeito. A conclusão a que cheguei com base nas pesquisas que fiz, foi a de que existe uma grande possibilidade de Daniel Salinas ser um codinome usado por Sergio Sá, que na época também usava o de "Paul Bryan", fato que justifica a presença de 5 musicas assinadas por Sá num álbum que possui 7 faixas.

Outro fato que me leva a crer nessa suposição é uma entrevista que Ronnie Von, que era o entrevistador na ocasião, da uma 'rasgada de seda' falando que Sergio era o arranjador mais disputado pela galera da Jovem Guarda. Se isso realmente procede, fazendo uma busca nas fichas técnicas de vários álbuns da Jovem Guarda, o nome que figura é o de Daniel Salinas, como Sergio Sá encontrei poucos e tudo já na década de 80.

Outro ponto que ajuda na suspeita é de que ambos são pianistas, arranjadores, regentes e inclusive assinam a autoria de algumas composições como parceiros. Porém, nessa minha procura me deparei com um outro álbum de Salinas lançado um ano antes deste aqui e que segue uma linha totalmente distinta. O álbum se chama "Paz, Amor e... Samba", muito bom por sinal, e mais, não lembro agora mas também encontrei um disco em que consta o nome de ambos como arranjadores, se são a mesma pessoa isso soa um tanto estranho, resumindo, tudo o que encontrei me mostra apenas possibilidades bastante suspeitas, nada que se possa afirmar com relação a identidade real de Daniel Salinas.

Bom, mas independente dessa incógnita, o que temos aqui é uma obra prima, um álbum lançado em 1973/74 composto por sete faixas das quais duas são re-leituras e as outras cinco são temas originais.

O lado A do álbum abre com "Like A Rainy Night" de Paul Bryan (Sergio Sá). Já nessa primeira faixa vemos a maestria com que Salinas pensa seus arranjos, tudo muito bem equilibrado e com uma alquimia timbrística perfeita. Fiquem atentos para os solos do Trompete, Flauta e do Piano Rhodes tocado por Sergio Sá, excelentes!!! A canção seguinte é "No Broken Heart", também de Paul Bryan, nessa figuram também na autoria os nomes D.Edwards e M.Davis, o tema é bem meloso mas depois da vigésima ouvida você começa a achá-lo bacana rsrs. Os dois temas seguintes são as 'cerejas do bolo', "Baião" de Sergio Sá e Daniel Salinas carrega o nordeste em si, mais uma vez Sergio Sá da uma esmirilhada com seu solo de Piano Rhodes que complementado com as cordas, os metais, a flauta e a percussão deixa qualquer ouvinte com vontade de ouvi-lá mais e mais.

Mas de todas as faixas contidas no álbum a quarta faixa do volume, e última faixa do Lado A do LP, é sem dúvida alguma a mais fooooda. Salinas e Sergio Sá, a exemplo de Eumir Deodato, também quiseram 'brincar' com a obra de Richard Strauss e compuseram um tema original tendo como base a introdução de 'Assim Falou Zaratustra'. O resultado ficou incrível e lembra muito trilha de filme policial, para reforçar a homenagem nomearam a composição como "Straussmania". Vale chamar a atenção para a batera de Norival, para o Baixo de Willy e para a guitarra de Aristeu, espetaculares!!!

O Lado B do Lp é meio breguinha, mas mesmo assim fenomenal! rsrs. A primeira faixa é uma releitura de "Bridge Over Troubled Water", do Norte-americano Paul Simon, os solos e improvisos de Sergio Sá e do guita Aristeu são excelentes! A faixa seguinte é mais uma composição de Paul Bryan: "A Song For A Helping Hand", Salinas optou por inserir no final dela um coro que canta parte da letra, ou seja, é a única faixa que tem vocal. Finalizando o volume e fechando o Lado B temos a faixa título "Atlantis", composição de Donovan, música que fez bastante sucesso no final da década de 60. Nela mais uma vez Aristeu, 'o homem da guitarra', rouba a cena e faz bonito encerrando assim um dos melhores álbuns brasileiros lançado no início da década de 70. É isso aí! Espero que gostem!

PS* Quando estava terminando esse texto encontrei outra informação a respeito de Daniel Salinas. Em 1976 e 1977 ele gravou dois álbuns como Alice Street Gang, uma parada totalmente disco. Aqui tem um video com uma das faixas : Alice Street Gang . Fiquei curioso para ouvir o resto, tem até o hino do Corinthians no repertório, rsrsrs. Fui!



Para Baixar e Sair Sacundindo: Daniel Salinas - 1973/74 - Atlantis




Para Assistir e Sacundir: Straussmania - Baião


Postado Por Marcel Cruz

sábado, 29 de maio de 2010

Rogério Duprat, Gilberto Gil e Capinam - Brasil Ano 2000

Antes de começar o texto sobre o álbum quero deixar aqui meus sinceros agradecimentos ao especialíssimo Chico Arruda que ao saber que eu estava a procura deste álbum entrou em contato e teve a bondade de me enviar uma cópia dessa obra que até então estava perdida no tempo. Valeu mesmo Chico, essa postagem dedico a você!

Agora vamos ao disco:

O elo perdido! A lacuna que existia na discografia tropicalista acaba de ser preenchida!!! "Brasil Ano 2000", é a trilha do filme homônimo lançado em 1969. Os responsáveis pela trilha fazem parte da cúpula tropicalista. Gil, Capinam, Duprat e Caetano Veloso assinam as composições contidas no filme.

20 faixas das quais três são de Gil e Capinam, uma de Caetano Veloso e as 16 restantes levam a assinatura de Duprat. O tempo total do LP dura cerca de 32 minutos e carrega momentos memoráveis. De começo temos Gal Costa interpretando a excelente "Canção Da Moça", de Gil e Capinam, na ficha técnica não diz quem é o violonista que a acompanha, mas tenho quase certeza de que é o proprio Gil que o faz. Seguindo temos duas vinhetas de Duprat e outra canção de Gil e Capinam "Homen de Neandertal", interpretada por Gal e Bruno Ferreira. Mais uma vinheta e caimos no tema chamado "Retreta", tema que caberia em qualquer filme de Fellini sem destoar em nada, Duprat compôs um dobrado que deixaria Nino Rota morrendo de inveja (ah! Se Fellini tivesse ouvido isso! rsrs). Na sequência temos mais 5 vinhetas de tamanhos variáveis e que entre as quais Duprat desfolha citações de Felix Mendelssohn e de G. Rossini e são com elas que finaliza o Lado A do LP.

O Lado B abre com "Show de Me Esqueci", uma espécie de síntese do filme interpretada por Gal , Ênio Golçalves e Bruno Ferreira, nela estão praticamente quase todas as melodias que permeam o filme. O que segue é a composição "Coração", aqui Duprat re-utilizou a base do arranjo orquestral de "Coração Materno" gravado um ano antes para o LP "Tropicália ou Panis Et Circenses" e substituiu o vocal de Caetano Veloso por um solo de clarinete fazendo outra melodia, creio, sem dúvida alguma, que Duprat fez uso dos tapes de "Coração Materno" para o seu 'novo' "Coração" como uma espécie de play back, é curioso ouví-las uma seguida da outra.

Mais quatro vinhetas seguem na continuidade do álbum, duas merecem ser comentadas: "Duelo De Garfo e Faca", me arremete aos experimentos de Walter Smetak com suas propositais desafinações e diálogo entre os instrumentos e "Relógio Do Tempo", que devido a instrumentação escolhida é o tema mais singelo do álbum, impossível não gostar. Mais duas e concluímos o repertório do disco: "Escolha Da Liberdade", novamente Duprat revisita os temas que aparecem no filme e cria nova melodia que vai servir de ponte para o último tema do álbum. "Não Identificado", composição de Caetano Veloso que foi escolhida como canção adicional e que encaixou perfeitamente, não poderia ter sido melhor a escolha. Mais uma vez Gal deixa seu recado concluindo o volume de maneira magistral.

"...Vou andando, vou sonhando, vou sorrindo, seu sorriso sonho antigo em minha dor..."






Para Saber Mais: O Filme


Postado Por Marcel Cruz