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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Violeta Parra - Andres Wood

              Cada vez mais me vejo voltando os olhos para a América Latina e cada vez me sinto mais surpreendido com o tanto de coisas maravilhosamente geniais que temos a nossa volta, música, literatura, cinema dentre outras maravilhas que você não vê e nunca vai ver na grande mídia (se nem os verdadeiramente bons daqui estão, que dirá os Latinos). Já faz algum tempo que ando apaixonado por Violeta Parra, mas nunca tinha parado para fazer tal declaração publicamente, uma mulher pra se admirar em todos os sentidos e que agüentou até onde pode as conseqüências de suas escolhas, ano passado saiu um filme biográfico de Violeta, excelente por sinal. Dirigido por Andres Wood que também dirigiu o genial Machuca. Andres foi sensível ao extremo, se privou de sensacionalismos e concebeu uma obra tão grandiosa quanto a retratada. Roteiro, fotografia, atuações, tudo tudo muito esmerado, a trilha já tava pronta então deve ter sido o que menos deu trabalho, pois escolhesse o que fosse seria acerto.

       Não lembro ao certo a primeira vez que a ouvi, mas lembro quem me indicou, na ocasião me interessei mas não corri logo atrás, mas meu nego quando parei pra ouvi-la foi soco no estômago, a coisa pegou de um jeito muito forte e desde então volt'meia ela se faz presente nas minhas apreciações. Pare escute, absorva cada acorde, cada verso, tenho certeza que vai te fazer tanto bem quanto faz pra mim...

         Logo Abaixo deixei o torrent onde você pode baixar o filme completo, mas aqui você pode ter uma idéia do que vai assistir: As 11 Melhores Canções que aparecem em Violeta Se Fue a Los Cielos:

                                        

Para Baixar Assistir e Sair Sacundindo: Torrent "Violeta Se Fue a Los Cielos"

Para Ouvir e Sacundir, último disco de Violeta Completo

                                      

Para Saber Mais: Biografia Violeta Parra

Postado Por Marcel Cruz

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Os Sete Gatinhos - Nelson Rodrigues e Neville de Almeida

     Minha adoração pelo cinema nacional deve ter começado quando eu tinha uns 10 anos de idade lembro que nessa época passava, na extinta rede Manchete, uma vez por semana, não lembro qual o dia, um programa chamado Cinema Nacional e o foco como bem diz o nome era a produção cinematografica Brasileira, pelo que bem me lembro eram títulos que hoje estão classificados como pornochanchada, na época já tinha essa classificação mas eu desconhecia. Eu não tinha TV em casa então sempre dava um jeitinho de pousar na casa de minha avó no dia do "Cinema Nacional", pra mim era o dia da "sessão punheta" pois aos 10 anos de idade a parada começa a fazer sentido e é o periodo da vida que você mais se acaba na bronha, kkkkkk.  Lembro que eu esperava ansiosamente que todos fossem dormir, a sessão começava tarde justamente para que as crianças já estivessem dormindo, eu burlava, e fazia de tudo pra dormir no sofá da sala.
     De toda a safra que assisti um me marcou muito e hoje vejo que o filme em si era digamos que um pouco pesado prum figurinha de 10 anos assistir. Mas enfim, vi, gostei do que vi e nunca mais esqueci. O filme em questão se chama "Os Sete Gatinhos" adaptação cinematografica do diretor Neville D'Almeida para a peça homônima de Nelson Rodrigues. De todo o filme o que sempre ficou muito fresco na memória foi um momento hilário, e pra mim altamente subversivo, em que "Seu Noronha" o pai da família vê na parede do banheiro desenhos obscenos e palavrões, sai furioso chama a mulher e todas as filhas... a câmera fecha no rosto de seu Noronha (interpretado magistralmente por Lima Duarte) e ele profere de maneira espetacular:

"Eu quero saber!... Quem foi que desenhou, caraaalhinhos voadores na parede do banheiro!?"

     Geniaaaaaalllll!!!! Apesar de cada um ter vida própria e serem coisas bem distintas é comum ouvirmos frases do tipo "Ah o livro é muito melhor que o filme", esse é um caso que foge a regra e  arrisco a dizer que o Neville conseguiu engrandecer ainda mais a obra de Nelson, ele só não a supera porque o Nelson é o Nelson né minha gente. As adaptações do roteiro foram muito felizes, essa dos caralhinhos por exemplo nem é tão marcante no livro, até porque Nelson não usa esse termo, no livro a fala é a seguinte: 

"- Quero saber, e você vai dizer, quem é que anda escrevendo palavrões lá no banheiro!" 

      Vocês hão de concordar que no filme a parada se torna antológica! Além de um roteiro muito bem adaptado a direção de ator está espetacular, um dos atores que até hoje não consigo gostar muito é o Antonio Fagundes, no filme ele interpreta a personagem Bibelot, o cara está genial eu nem botei fé quando revi o filme, na real nem lembrava que ele estava no elenco, outros que protagonizam cenas impagáveis são Regina Casé e Mauricio do Vale. O que acontece de fato é que o Neville consegue extrair o máximo de cada ator e isso deixa o filme mais interessante a cada minuto assistido. A trilha sonora é de Erasmo Carlos, com participações d'A Cor do Som e de Lulu Dos Santos (sic). A peça estreou em 1958 e o filme em 1980. Acho que é isso, espero que vocês se divirtam tanto quanto eu ao rever esse que pra mim é um clássico dentro da minha autobiografia cinéfila.    






Postado Por Marcel Cruz